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Capital para fundos de mercados emergentes diminui

Por Danielle Chaves

Nova York – O fluxo de capital novo para fundos de mercados emergentes diminuiu na última semana, à medida que os investidores se tornaram mais cautelosos em razão da crise de dívida da zona do euro. Segundo dados da EPFR Global, os fundos dedicados a bônus de mercados emergentes atraíram US$ 673 milhões na semana encerrada em 15 de fevereiro, uma forte queda em comparação à entrada de US$ 2,14 bilhões registrada na semana anterior.

Os fundos de bônus de moedas fortes continuaram atraindo a maior parte do capital, um total de US$ 532 milhões. Como os investidores estão cautelosos na busca de yields (retorno ao investidor), eles tendem a ver a dívida externa dos mercados emergentes como um meio mais seguro de ter exposição a essas regiões.

Vale destacar que tem havido uma impressionante quantidade de emissões de dívida de mercados emergentes denominadas em dólares nos dois primeiros meses do ano, o que provavelmente alimentou o interesse em fundos de moedas fortes. Os fundos dedicados a bônus denominados em moedas locais registraram entrada de capital de US$ 235 milhões.

Os fundos dedicados a ações de mercados emergentes atraíram US$ 2,19 bilhões em capital, menos da metade dos US$ 5,8 bilhões captados na semana anterior, maior nível em 68 semanas. Apesar da queda, essa foi a sétima semana seguida de fluxo positivo de capitais para esses fundos.

O entusiasmo dos investidores por ativos de mercados emergentes, considerados de maior risco, diminuiu na última semana diante da incerteza em torno dos fundos de resgate adicionais europeus e da reestruturação da dívida da Grécia. Ainda assim, as taxas básicas de juros muito baixos nos países desenvolvidos têm levado os investidores a buscar maiores retornos em outros locais.

Os fundos de mercado monetário, considerados muito seguros, tiveram saída de US$ 6 bilhões na semana passada. Cerca de dois terços desse fluxo negativo de capital é atribuível a fundos de mercado monetário europeus, refletindo novamente as preocupações com a região. As informações são da Dow Jones.