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Candidato brasileiro à direção da OMC avança na seleção

Outros quatro candidatos participam agora da segunda fase do processo seletivo. Africanos, jordaniano e costa-riquenho são eliminados

Por Da Redação 11 abr 2013, 15h00

O candidato brasileiro à diretoria-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, avançou para a segunda etapa do processo seletivo para suceder o francês Pascal Lamy para o período 2013-2017. A candidatura oficial de Azevêdo, embaixador de carreira no Ministério das Relações Exteriores e que representa o Brasil na OMC desde 2008, foi apresentada em dezembro do ano passado. O comunicado oficial com os nomes dos cinco pré-finalistas será divulgado na sexta-feira pela OMC, mas o site de VEJA confirmou com uma fonte ligada ao assunto o progresso do brasileiro na campanha.

Agora concorrerão, ao lado de Azevêdo, outros quatro candidatos: Mari Pangestu (Indonésia), Taeho Bark (Coréia do Sul), Tim Groser (Nova Zelândia) e o mexicano Herminio Blanco, principal negociador do México no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA). Os candidatos eliminados na primeira rodada são a ministra de comércio da Costa Rica, Anabel González, o ex-ministro de comercio do Gana, Alan Kyerematen, a embaixadora do Quênia Amina Mohamed, e Ahmad Hindawi, da Jordânia.

A próxima etapa eliminará três candidatos, estabelecendo um duelo bilateral apenas. A escolha entre os dois que participação da terceira – e última – etapa está prevista para ser anunciada até 31 de maio, mas a expectativa é que o nome do novo diretor-geral da organização saia antes da data final, conforme disse uma fonte ao site de VEJA. Os nomes são avaliadas pelos 159 países membros e a escolha do nome final entre os dois finalistas é feita por consenso dos membros. O novo diretor-geral tomará posse do cargo em 1º de setembro de 2013.

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O embaixador está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos e, como chefe do Departamento Econômico do Itamaraty entre 2005 e 2006, comandou a delegação brasileira nas negociações da Rodada de Doha da OMC.

Também foi diretor de um departamento do ministério responsável pelos litígios comerciais do país com outras nações, entre eles os casos de subsídios ao algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados Unidos) e de subsídios à exportação de açúcar (iniciado pelo Brasil contra as Comunidades Europeias).

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