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CÂMBIO-Estrangeiro reduz aposta em alta no real e dólar sobe

Por Da Redação 28 jul 2011, 10h14

(Texto atualizado com dados de posições vendidas de estrangeiros no mercado futuro)

SÃO PAULO, 28 de julho (Reuters) – O dólar à vista operava em alta nesta quinta-feira, em linha com o desempenho da moeda no exterior e com o mercado ainda digerindo as medidas cambiais anunciadas pelo governo na véspera. A nova medida, inclusive, já levou investidores estrangeiros a reduzirem no mercado futuro suas apostas na valorização do real.

Às 10h11, a moeda norte-americana tinha variação positiva de 0,42 por cento, a 1,5665 real na venda.

No mesmo horário, o contrato de dólar futuro para agosto <2DOLQ1> subia 0,61 por cento, para 1,568 real na venda.

O mercado ainda tentava avaliar o impacto da taxação de 1 por cento criada pelo governo para as exposições em derivativos cambiais, num esforço para reduzir as apostas contra o dólar e conter a valorização do real.

A alíquota de 1 por cento de Imposto sobre Operações de Crédito (IOF) incidirá sobre o aumento diário da exposição líquida vendida dos investidores a derivativos cambiais.

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Uma medida provisória também publicada na quarta-feira permite que essa alíquota seja aumentada para até 25 por cento, dando poderes inclusive para que o Conselho Monetário Nacional (CMN) imponha depósitos sobre os valores dos contratos e da definição, limites, prazos e outras condições sobre negociação dos derivativos.

“O impacto geral no mercado não foi tão forte, e a alta de 1 por cento do dólar foi até modesta. (Ainda assim), há muitas dúvidas sobre as medidas. Será importante ver se algo novo será anunciado hoje”, afirmou o BNP Paribas, em nota.

Na dúvida, os estrangeiros preferiam reduzir as posições vendidas líquidas em contratos futuros e de cupom cambial. Segundo dados da BM&F Bovespa, os não-residentes detinham 21,263 bilhões de dólares em posição vendida em dólar na véspera, uma redução ante os 22,878 bilhões do dia anterior.

A aposta no fortalecimento do real bateu recorde no começo do mês, chegando a quase 25 bilhões de dólares.

O operador de câmbio de uma corretora paulista atribuiu a alta do dólar também ao movimento externo, onde a moeda norte-americana subia 0,33 por cento ante uma cesta de divisas Tal desempenho era influenciado pela queda do euro , em meio a novas preocupações com a crise de dívida na região.

(Reportagem de José de Castro; Edição de Patrícia Duarte)

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