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CÂMBIO-Em sessão volátl, dólar cai 0,3% com vendas no varejo

SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – O dólar registrava queda em relação ao real numa sessão marcada pela volatilidade nesta quinta-feira, com investidores recebendo os dados de vendas no varejo brasileiro de forma positiva. Por outro lado, dados da economia norte-americana e apreensão com a Europa continuavam prejudicando o apetite por ativos de risco no exterior.

Às 11h45 (horário de Brasília), a moeda norte-americanacaía 0,34 por cento, para 1,9942 real, após atingir 1,9930 na mínima e 2,0070 na máxima da sessão.

As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram alta de 0,2 por cento em março ante fevereiro e de 12,5 por cento em relação a igual mês de 2011, informou o IBGE nesta quinta-feira. Trata-se da maior variação anual desde março de 2010, quando foi de 15,7 por cento, e pode indicar alguma recuperação econômica no país.

“As vendas no varejo vieram bem. Como não vieram catastróficas, alimenta um certo otimismo no mercado”, afirmou o gerente de tesouraria do Banco Daycoval, Gustavo Godoy. “O mercado está muito volátil e o movimento é pontual. Até o fechamento do dia, muita coisa pode acontecer e mudar essa tendência”, emendou.

As apreensões com o contágio da crise da dívida na Europa também continuavam afetanto o sentimento no exterior. Correntistas do banco espanhol nacionalizado Bankia já teriam sacado mais de 1 bilhão de euros da instituição na última semana, em um sinal da pouca confiança no banco. A Espanha, no entanto, negou o movimento.

Nos Estados Unidos, uma medida da atividade econômica futura feita pelo Confederence Board recuou 0,1 por cento em abril, a primeira queda em sete meses, indicando uma recuperação econômica difícil no país.

Segundo Godoy, o dólar deve ficar em torno de 2 reais e isso não deverá trazer novas atuações do governo brasileiro sobre o câmbio. “Pela declaração que o Mantega deu, acho difícil ver intervenções do governo”, afirmou.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira que o câmbio não é uma preocupação para o governo, pois beneficia a indústria brasileira diante da concorrência mais acirrada de produtos importados.(Reportagem de Natália Cacioli; Edição de Patrícia Duarte)