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CÂMBIO-Dólar sobe 0,4% atento a exterior e intervenções

Por Da Redação 22 mar 2012, 10h52

SÃO PAULO, 22 Mar (Reuters) – O dólar operava em alta frente ao real nesta quinta-feira com fluxo manor, em meio ao pessimismo dos mercados internacionais após dados econômicos fracos da China e da Alemanha reiterarem preocupações sobre a força da demanda global. Pesava ainda a contínua expectativa do mercado com mais medidas cambiais do governo.

Às 10h51 (horário de Brasília), o dólar subia 0,41 por cento, cotado a 1,8280 real. Logo no início da sessão, a moeda atingiu 1,8326 real.

“As grandes empresas (exportadoras) trabalham em cima da expectativa, e a possibilidade de outras medidas (cambiais) está afastando seus negócios do mercado”, afirmou diretor de câmbio da Pionner Corretora, João Medeiros, lembrando que o dólar valorizado prejudica as vendas externas pela perda de competitividade.

O impulso econômico da China desacelerou em março na medida em que a atividade fabril encolheu pelo quinto mês consecutivo. O índice de gerentes de compras preliminar do HSBC caiu para 48,1 ante a máxima de quatro meses registrada em fevereiro de 49,6.

Na Alemanha, o setor industrial encolheu em março pela primeira vez neste ano, levantando preocupações sobre a resiliência do país à crise da zona do euro e encobrindo o otimismo com a aprovação do pacote de resgate da Grécia.

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Dados da economia norte-americana, no entanto, mostraram que a maior economia do mundo continua mostrando sinais de recuperação de seu mercado de trabalho. Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos atingiram nova mínima de quatro anos na semana passada, registrando queda de mil solicitações, para 348 mil, em números sazonalmente ajustados.

No cenário doméstico, a apreensão dos investidores diminuía o fluxo cambial nos últimos dias e, com isso, sustentava o dólar com valorização.

Segundo dados do fluxo cambial divulgados na quarta-feira pelo Banco Central, a entrada líquida de dólares no Brasil caiu na semana passada em relação a anterior, apesar de continuar positiva. O superávit foi de 514 milhões de dólares no período, sendo que na semana anterior, o fluxo havia sido positivo em 2,642 bilhões de dólares.

“Esses números estão refletindo as medidas que o governo impôs ao mercado”, disse Medeiros.

Em mais uma medida para evitar a valorização do real, no dia 12 de março o governo elevou para 6 por cento a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos externos com prazo de até cinco anos. Anteriormente, o prazo era de até três anos.(Por Natália Cacioli; Edição de Patrícia Duarte)

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