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CÂMBIO-Dólar sobe 0,10% em dia sem atuação do BC

Por Danielle Fonseca

SÃO PAULO, 19 Abr (Reuters) – Em dia sem atuação do Banco Central, que vinha fazendo dois leilões diários de compra de dólares no mercado à vista há uma semana, o dólar fechou em alta, mas perdendo ganhos próximo ao fechamento da sessão quando ficou claro que o BC não iria atuar, de acordo com operadores.

A moeda norte-americana subiu 0,10 por cento, cotada a 1,8815 real, a quinta sessão consecutiva em que a divisa registra alta. O dólar ainda tem a maior cotação desde o dia 25 de novembro (1,8864 real), mas fechou muito próxima à mínima do dia, que foi de 1,8810. Ao longo do dia, a divisa chegou a subir 0,77 por cento na máxima do dia, cotada a 1,8942 real.

“O mercado quis ver se o BC entrava mesmo ou não (no mercado, com leilões) e vai achar que perto desse patamar (de 1,90 real), o BC não quer entrar no mercado”, disse o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil, Moacir Marcos Júnior.

Para ele, o mercado chegou a testar patamares mais altos da moeda, mas teve alguma correção ao ver que não ocorreriam leilões. Desde a quinta-feira passada, o BC vinha realizando dois leilões de compra de dólares à vista por dia, mesmo com a moeda já em alta.

Segundo o operador, a autoridade monetária pode não ter visto fluxo de entrada de dólares nesta quinta-feira, optando por não atuar, mas outra interpretação do mercado é que o BC também não deseja que a moeda suba tanto e chegue ao patamar de 1,90 real.

O operador de câmbio da Renascença Corretora, José Carlos Amado, também acredita que o BC, nos últimos dias, teria enxugado excesso de dólares no mercado, independentemente do patamar da moeda norte-americana.

Para os operadores, além da expectativa de que o BC pudesse atuar, o cenário externo também colaborou um pouco para a alta, já que ficou mais negativo, com bolsas em queda, com a manutenção de preocupações com a zona do euro e indicadores norte-americanos mais fracos.

Na sexta-feira, a expectativa dos operadores é que o dólar possa ter uma correção técnica, caindo ante o real, depois de já ter subido por cinco sessões. Na véspera, a moeda havia subido 1,20 por cento, cotada a 1,8797 real.(Edição de Patrícia Duarte)