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CÂMBIO-Dólar mantém queda mesmo após intervenção do BC

Por Da Redação 8 fev 2012, 13h26

SÃO PAULO, 8 Fev (Reuters) – A intervenção no mercado de câmbio feita pelo Banco Central no início desta quarta-feira não foi suficiente para nem mesmo reduzir a queda do dólar frente ao real. Segundo o mercado, isso ocorreu pela alta liquidez que ainda existe.

Às 14h24 (horário de Brasília), a moeda norte-americana era negociada a 1,7205 real para venda, em queda de 0,23 por cento. Na mínima do dia, a cotação chegou a 1,7144 real e, na máxima, a 1,7260 real.

O BC anunciou um leilão de compra de dólares a termo, o segundo desde que voltou a atuar no mercado, na semana passada. A taxa de corte desse leilão a termo ficou em 1,7339 real, com liquidação em 21 de março. Essa foi a terceira intervenção da autoridade monetária em quatro sessões.

Como a entrada de fluxo no país está muito forte, o mercado não consegue segurar a taxa de 1,72 real, mesmo com as intervenções do BC, segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

“Na hora que entra o leilão, o mercado puxa a taxa [para cima], mas depois a derruba novamente. Há dólar sobrando, então o mercado continua chamando o BC para comprar mais”, disse o gerente de câmbio.

O Brasil registrou em janeiro o maior superávit cambial em quatro meses, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, que apontaram também continuidade nos ingressos de recursos no início de fevereiro. No mês passado, o fluxo cambial -entrada e saída de moeda estrangeira do país- ficou positivo em 7,283 bilhões de dólares.

Para Galhardo, operações a termo não têm grande influência na cotação da moeda como as operações à vista, pois não enxugam a liquidez do mercado imediatamente.

No entanto, o BC pode estar fazendo essas operações como forma de segurar a especulação dos investidores no mercado futuro que pressiona o dólar no mercado à vista.

O BC voltou a intervir no mercado de câmbio na última sexta-feira, por meio de uma operação de compra de dólares a termo, entrando novamente no mercado com uma compra à vista na segunda-feira.(Por Natália Cacioli; Edição de Patrícia Duarte)

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