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Câmara dos EUA aprova plano para endividamento

A proposta, de autoria do presidente Barack Obama e de líderes dos partidos democrata e republicano, deve seguir para o Senado nesta terça-feira

Por Da Redação - 1 ago 2011, 20h18

A Câmara dos Representantes aprovou nesta segunda-feira a proposta de autoria do presidente Barack Obama com líderes dos dois partidos para o aumento do teto da dívida. O plano foi aprovado por 269 votos a favor e 161 votos contra. O mínimo para que a proposto fosse ratificada era de 217 votos. Dos que votaram a favor, 174 deputados eram do partido republicano e 95 do partido democrata.

Apesar do grande número de votos contrários, era esperado que o projeto fosse aprovado na Casa. Ao longo do dia, diversas lideranças políticas, inclusive Harry Reid, líder da maioria democrata do Senado, declararam estar esperançosos quanto ao resultado. Dois minutos antes do final da votação, que durou 15 minutos, quando já não era mais possível mudar os resultados, uma salva de palmas iniciou-se no Congresso, que durou até o final da plenária.

A etapa da Câmara dos Representantes, de maioria republicana, era considerada a parte mais complicada do processo de aprovação. Às 13h desta terça-feira (no horário de Brasília), no dia do prazo final estabelecido pelo Tesouro americano para que seja aumentado o teto da dívida, o Senado deve votar a proposta. Como a Casa tem maioria democrata, é praticamente dada com certa sua ratificação pelos senadores. Depois disso, o projeto segue para a sanção presidencial.

Propostas – Em linhas gerais, o plano que acaba de ser aprovado – e que foi fechado às pressas neste domingo em Washington – inclui um aumento do limite máximo de endividamento do país em 2,4 trilhões de dólares. A medida seria suficiente para impedir que o governo chegasse perto de atingir novamente o teto da dívida no curto prazo, o que confere mais tranqüilidade ao período eleitoral que se avizinha. Até 2013, dizem os especialistas, a situação estaria sob controle.

O projeto ratificado pelos deputados contempla também cortes nas despesas públicas da ordem de 900 bilhões de dólares nos próximos dez anos. Prevê ainda a constituição de uma comissão bipartidária que buscará um contingenciamento adicional de 1,5 trilhão de dólares.

O aperto nas contas públicas ficou aquém do que muitos economistas consideram adequado para, definitivamente, colocar as contas públicas americanas em ordem. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s, por exemplo, apregoa que o governo Barack Obama deveria buscar reduzir gastos em 4 trilhões de dólares em uma década. Com isso, não está descartado, mesmo com a aprovação do projeto no Congresso nesta terça-feira, um rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos.

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