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Câmara aprova reajuste entre 4,5% e 6,5% da tabela do IR

A proposta estabelece uma correção escalonada; deputados também permitiram que professores deduzam gastos com livros

Por Gabriel Castro, de Brasília - 17 Jun 2015, 23h48

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a medida provisória que atualiza a tabela do Imposto de Renda (IR) e prevê um reajuste escalonado dos valores. A correção varia entre 4,5% e 6,5% e é maior para as faixas inferiores. Os deputados também contrariaram a orientação do governo e aprovaram uma emenda que permite aos professores deduzam do IR as despesas com livros.

Originalmente, o governo havia proposto uma correção de 4,5% para todos os contribuintes. A Câmara, por sua vez, alterou o cálculo e estabeleceu um reajuste de 6,5%. O governo vetou e apresentou a contraproposta que acabou aprovada nesta terça-feira. A medida agora segue para análise do Senado.

Levando em conta a inflação anual em torno dos 8%, mesmo o reajuste de 6,5% significa uma perda para os trabalhadores. “Na verdade o que a presidente Dilma está fazendo é aumentar impostos”, criticou o líder da oposição, Moroni Torgan (DEM-CE).

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que o aumento escalonado é a solução mais justa em um momento de ajuste fiscal. “No nosso governo o leão só morde os grandes, não os pequenos”. Os “grandes” a que se refere Guimarães são os contribuintes que ganham acima de 4 664 reais mensais.

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Professores – A Câmara aprovou ainda uma emenda que permite aos professores deduzir as despesas com a compra de livros. “O slogan da Pátria Educadora é mais um embuste”, criticou o autor da proposta, Rubens Bueno (PPS-PR).

Em votação simbólica, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), proclamou que a emenda havia sido derrotada. Mas os parlamentares de oposição pressionaram e Cunha concordou em fazer a votação nominal. O resultado foi favorável à medida. O placar ficou em 222 a 199.

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