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Caixa muda regra de patrocínio para times de futebol

Contratos de patrocínio assinados com onze clubes durarão somente até o fim deste ano, a única exceção é o Corinthians, que receberá o dinheiro até o início de 2016

A Caixa Econômica Federal vai encurtar o prazo dos contratos de patrocínio de times de futebol para até dezembro deste ano, informa reportagem do Estado de S. Paulo publicada nesta sexta-feira. A única exceção se dará com o Corinthians, cujo patrocínio de 30 milhões de reais foi assinado em fevereiro – antes de a nova gestão assumir – e deve se encerrar no mesmo mês de 2016. “Essa mudança permite um melhor planejamento dos clubes e da Caixa. Se um clube entra na Libertadores evidentemente ele tem maior potencial de exposição de mídia. Vai ser bom para os clubes se planejarem logo no início do ano. Faz parte da profissionalização do banco na gestão dos patrocínios de futebol”, afirmou Miriam Belchior, presidente da Caixa.

O banco estatal pretende desembolsar cerca de 100 milhões de reais para patrocinar doze clubes neste ano. O valor é quase igual ao aplicado no ano passado. A quantia que a Caixa destina para outros esportes é de 80 milhões de reais.

A renovação e o valor dos contratos deve ser divulgados nos próximos dias. O que se sabe até agora é que o do Vasco será de 15 milhões de reais, e o do Flamengo, de 16 milhões de reais. Os outros clubes – Figueirense, Chapecoense, Coritiba, Atlético Paranaense, Vitória, Sport, Atlético Goianiense, CRB e ABC – ainda estão em fase de negociação.

Outra alteração feita pela nova gestão é de que não será concedido mais patrocínio para os times que não estiverem na elite do futebol brasileiro. Miriam explica que o retorno de marketing é maior para os times da Série A do Campeonato Brasileiro, com torcidas maiores e que rendem mais pontos de audiência. “Esse é o centro de nossa escolha de time”, afirmou. Essa medida contraria a estratégia da gestão anterior que procurava times pequenos sob o pretexto de regionalizar a marca, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Para receber a verba de marketing, os times precisam estar com as contas em dia e sem dívidas com o banco.

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(Da redação)