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Cade recomenda condenação de Júnior Friboi por cartel

Órgão recomendou ainda que a PF examine a possibilidade de reabertura de inquérito policial

Por Da redação - Atualizado em 15 set 2017, 18h05 - Publicado em 15 set 2017, 12h33

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou ao tribunal do órgão antitruste a condenação de José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, e do frigorífico Independência em processo administrativo sobre formação de cartel no mercado nacional de compra de gado para abate. O parecer foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

O empresário é o irmão mais velho de Joesley e Wesley Batista, que atualmente estão presos por envolvimento em um grande escândalo de corrupção e são investigados em diversas operações da Polícia Federal.

Batista Júnior chegou a comandar os negócios da família, sendo presidente da Friboi, que antecedeu a JBS, antes de vender sua participação na holding J&F Investimentos, em 2013, para se candidatar ao cargo de governador de Goiás pelo PMDB.

Conforme nota técnica no site da autarquia, Batista Jr “coordenou um cartel de compra de carne de gado bovino para abate, com fixação de preços e divisão de mercados, nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, com a participação do frigorífico Independência”.

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O frigorífico Independência decretou falência há quase uma década.

O Cade ainda recomendou que cópias de documentos contendo os resultados do processo administrativo contra Batista Júnior e o frigorífico Independência sejam submetidos à Procuradoria da República em MT e à Superintendência Regional da Polícia Federal para que “examinem a possibilidade de reabertura de inquérito policial”.

A JBS informou que não tem nada a ver com essa investigação. Nenhum representante da JBJ Investimentos foi localizado. A reportagem também não conseguiu localizar Batista Jr. para comentar o caso.

As ações da maior processadora de carnes do mundo subiram mais de 2% nesta sexta-feira, mas ainda acumulam queda de mais de 22% desde o começo do ano.

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(Com Reuters)

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