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Cade pede mais informações sobre compra da XP pelo Itaú

Órgão regulador considerou operação "complexa", e vê potencial de sobreposição em três tipos de atividades financeiras

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou complexa a compra da corretora XP Investimentos pelo Itaú Unibanco e pediu informações adicionais às empresas, segundo decisão publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira. Com isso, o órgão público informa que o prazo para decisão pode ser prorrogado.

A Superintendência-Geral do Cade avaliou que a transação vai gerar sobreposição horizontal nas atividades de corretagem de valores, administração e gestão de recursos de terceiros e distribuição de produtos de investimentos a clientes, entre outros aspectos que podem afetar a concorrência do setor.

“Dessa forma, com o objetivo de melhor analisar a dinâmica concorrencial do mercado e as condições de rivalidade nos mercados afetados pela operação, faz-se necessário efetuar novas diligências de forma a aprofundar a análise do caso e oportunizar às partes a possibilidade de apresentação das eficiências decorrentes da operação, que poderiam contrabalançar tal concentração”, disse a superintendência em despacho.

Em maio, o Itaú anunciou o acordo para a aquisição de uma participação de 49,9% da XP Investimentos por 6,3 bilhões de reais. O acordo prevê ainda que o banco poderá elevar sua participação na corretora para 74,9% até 2022.

(Com Reuters)