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Caças: ações da Saab disparam após acordo com Brasil

O governo brasileiro anunciou na quarta-feira que irá comprar aviões da empresa sueca

Por Da Redação
19 dez 2013, 11h18

As ações da sueca Saab subiam cerca de 30% nesta quinta-feira, após a empresa aeroespacial vencer as rivais americana e francesa e conseguir um contrato de 4,5 bilhões de dólares para fornecer caças ao Brasil, fortalecendo sua posição na concorrência por pedidos de exportação nos próximos anos. Às 11h11 (horário de Brasília), as ações da sueca Saab subiam 30,83%.

O Brasil optou pelo jato Gripen da Saab em vez do F/A-18 Super Hornet, da Boeing, e do Rafale, da Dassault Aviation.

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Até o momento, o Gripen é um projeto. O caça está em desenvolvimento e suas primeiras encomendas ao governo sueco deverão ser entregues em 2018. Este também é o prazo prometido para as primeiras entregas no Brasil. Cerca de 1500 pessoas trabalham nas plantas de Linköping, Järfälla, Jönköping, Göteborg, Arboga e Trollhättan, para desenvolver a aeronave, que foi encomendada também pela Suíça.

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Gerações anteriores do Gripen foram vendidas ou arrendadas à África do Sul, Hungria, Tailândia, República Tcheca e Grã-Bretanha, além de usadas pela própria força aérea da Suécia.

“Se o Brasil, a Suécia e a Suíça escolhem a Saab, isso torna mais fácil que outros países escolham o Gripen, pois isso remove a incerteza circundando o projeto”, disse Stefan Cederberg, analista da SEB.

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Contudo, boa parte o equipamento virá de outros países, sobretudo Estados Unidos. Segundo reportagem do jornal sueco Svenska Dagbladet, apenas 50% dos componentes da aeronave são fabricados na Suécia. A contribuição mais relevante é da americana General Electric, que produz o motor da aeronave (o F414) – que é responsável por 20% de seu custo. O equipamento também é usado pelo Super Hornet, da Boeing.

Escassez de recursos – Com as forças aéreas ao redor do mundo enfrentando dificuldades para justificar compras bilionárias de novas aeronaves, a Saab tem conseguido se manter competitiva contra rivais maiores como a Boeing e a Lockheed Martin devido ao custo mais baixo de seus aviões.

“Para todo lugar do mundo que vou, quase todas as pessoas dizem que têm um desafio, que têm um orçamento que não suporta as capacidades que elas desejam”, disse Lennart Sindahl, vice-presidente-executivo sênior da Saab. “Nós mostramos que podemos fornecer capacidade ao mesmo tempo em que não destruímos totalmente o orçamento do cliente, e acredito que este seja um fator importante para o sucesso (do acordo com o BC)”.

A Saab, cujo maior acionista é a Investor AB, da família Wallenberg, com uma participação de 30%, afirma que os custos operacionais de seus Gripens são 50% menores que os de aviões concorrentes.

(com agência Reuters)

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