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Bundestag alemão vota na quinta-feira o resgate dos bancos espanhóis

Por Da Redação - 17 jul 2012, 14h58

Os deputados alemães realizarão na quinta-feira uma votação sobre a ajuda massiva aos bancos espanhóis, sobre a qual a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que não haverá surpresas e que será acordado o empréstimo de até 100 bilhões de euros aos bancos da Espanha.

Merkel disse ainda que não irá pessoalmente defender este plano de resgate e que enviará a seu ministro de Finanças, Wolfgang Schaüble.

“Teremos a maioria da qual necessitamos, neste caso uma maioria simples no Bundestag, para acordar a Espanha um empréstimo de até 100 bilhões de euros, disse Merkel no domingo à televisão alemã, acabando com o suspense sobre o resultado da votação.

A chanceler, que também é a chefe da união de partidos conservadores CDU/CSU, esquivou o debate sobre a importância desta maioria.

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As deserções em seu campo lhes obrigaram em várias ocasiões nos últimos meses a apoiar-se nos votos da oposição (o partido social-democrata SPD e os Verdes).

O SPD já autorizou um voto a favor da ajuda à Espanha, motivo pelo qual Merkel não deverá nesta quinta-feira buscar apoio entre os seus.

Estes poucos deputados do partido conservador bávaro CSU e a formação liberal FDP têm se negado a comprometer ainda mais a Alemanha no processo de resgate da moeda única.

A chanceler, com sua popularidade em alta segundo as pesquisas de opinião, recordou no domingo que “quando os votos de sua maioria foram necessários, ela sempre os obteve”.

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Os mercados poderão contabilizar na quinta-feira os votos de um ou outro campo do Bundestag, mas lhes interessa ainda outra instituição alemã, inevitável na crise da zona do euro: o Tribunal Constitucional de Karlsruhe (oeste).

A mais alta instância alemã analisa as ações que têm por objetivo congelar a ratificação, já votada pelo Parlamento, de um novo mecanismo de resgate para a zona do euro, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), destinado a substituir o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Ante a surpresa geral, na semana passada o Tribunal deu a entender que levaria vários meses para emitir um aval, e não três semanas como esperavam os comentaristas. A data definitiva foi fixada na segunda-feira passada: será 12 de setembro.

Caso o Tribunal rejeite o MEE, privando-o de seu provedor de fundos mais importante (Alemanha), “isso provocaria um caos absoluto nos mercados”, disse Carsten Brzeski, economista da ING.

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O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou que a lentidão do Tribunal “não ajudará verdadeiramente”.

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