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Bullard, do Fed, diz que EUA evitaram recessão

Por Da Redação 15 nov 2011, 13h15

Por AE

St. Louis – A economia dos Estados Unidos escapou, até agora, de qualquer impacto sério negativo derivado da crise do endividamento dos governos na Europa, com o crescimento parecendo inclinado a continuar, disse o presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard.

“A economia evitou o ‘pavor da recessão’ de agosto passado” e “o comportamento das famílias e corporações não mudou o suficiente para validar as previsões de recessão”, afirmou Bullard, em discurso. “Apesar da queda da confiança, dados da economia dos EUA continuam mostrando crescimento moderado”.

Segundo ele, diversas famílias e corporações estão assustadas pelo que estão ouvindo sobre as ocorrências na Europa. Mas, até agora, para os consumidores, a Europa “é vista como muito distante para forçá-los a mudar o comportamento de modo importante”, ao passo que as empresas determinaram suas estratégias “na Ásia, não na Europa. Então, não estão mudando o comportamento também”, citou.

Bullard afirmou que o que ocorre na Europa é “imprevisível” em parte porque os eventos estão sendo moldados por “um processo político lento” em face de “uma crise financeira que se move rápido”. Com isso posto, disse ele, os líderes europeus estão sendo resistentes ao manter o ‘Projeto Europeu’ de uma integração ainda maior da Europa em evolução, o que sugere que oficiais vão fazer o que tiver de ser feito para conter a crise, ponderou.

Se as ocorrências no exterior piorarem significativamente, segundo Bullard, o Fed poderia responder dizendo que “pode reabrir algumas linhas de liquidez que foram utilizadas durante 2008-2009” para reduzir as turbulências no mercado. “Seria bem claro que, se alguma forma de crise ocorrer no mercado financeiros, causando quebra da confiança”, seria hora para o Fed agir para aliviar a turbulência do mercado, disse. Bullar menciona que os eventos na Europa são um alerta para os EUA, uma vez que o país está envolvido com o ajuste de seu próprio déficit.

O discurso de Bullard não ofereceu muita diretriz formal sobre a perspectiva para a política monetária. Mas, em um momento em que diversos economistas acreditam que o BC irá fornecer mais estímulo comprando títulos para ampliar o balanço patrimonial do Fed, Bullard argumentou em favor de uma abordagem diferente.

“Compras de ativos são uma ferramenta potente e deve ser empregadas cuidadosamente”, pois um aumento no balanço do Fed vem com novos riscos de inflação, afirmou. “Toda vez que avançamos nesta direção, estamos tomando risco adicional” de estimular a inflação, e este é um desafio em particular no ambiente atual, onde as expectativas de inflação têm avançado, apesar do ambiente de fraco crescimento econômico, prosseguiu. Para ele, a compra de ativos tem de ser gradual. Novas compras deveriam ser analisadas em cada encontro e conduzida por regras, segundo ele. A forma como o Fed tem conduzido as compras tem sido discricionária, na opinião dele, e tem resultado em “muita angústia” para o BC.

Bullard considera importante que o Fed não adote uma meta formal para a taxa de desemprego. Segundo ele, geralmente, quando as taxas de desemprego sobem, tendem a ficar elevadas por algum tempo. Ele também disse se preocupar com o mercado de credit default swap (CDS), dizendo que este mercado é não regulado. As informações são da Dow Jones.

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