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BTG confirma conclusão de fusão com a Celfin Capital

Com o negócio, o BTG passa a ter 129 bilhões de reais em ativos na área de Asset Management e 49 bilhões em Wealth Management.

Por Da Redação 8 fev 2012, 10h44

O Banco BTG Pactual confirma, em fato relevante enviado à CVM, que assinou os documentos definitivos referentes à fusão de seus negócios com o grupo financeiro chileno Celfin Capital. Com isso, as duas empresas concluem as negociações iniciadas em agosto de 2011.

“A operação, a ser formalizada por meio da aquisição pelo Banco da totalidade do capital social da Celfin e da entrada dos atuais acionistas de Celfin no capital social do BTG, resulta na criação do banco de investimento líder na América Latina e consolida a estratégia de internacionalização do BTG Pactual, com a expansão territorial da plataforma no Chile, Peru e Colômbia, países em que a Celfin já conta com liderança e operações estabelecidas”, informa o BTG.

Com a concretização do negócio, o BTG passa a ter 129 bilhões de reais em ativos na área de Asset Management e 49 bilhões em Wealth Management.

América Latina – A intenção do BTG Pactual para a América Latina é fazer as mesmas atividades bancárias que são feitas no Brasil, como gestão de recursos, mercado de capitais, fusões e aquisições e crédito a empresas, disse o CEO do banco, André Esteves. “Pretendemos fazer tudo isso na região. Fora da América Latina, é outra estratégia. Temos escritórios em outros países, como o de Londres (Inglaterra), que vendem a região para investidores estrangeiros”, disse o executivo em entrevista à imprensa.

No Chile, a marca Celfin será mantida após a fusão. No Peru e na Colômbia o nome do banco chileno será substituído pelo do BTG Pactual. A intenção do banco é operar também em outros países da região. O executivo não deu, porém, metas para a região. “Há uma sinergia muito grande. O Celfin tem a relação com os empresários, os clientes de private banking nos países em que opera”, disse Esteves.

Sobre a operação com o Celfin ser uma compra ou uma fusão, Esteves diz que o BTG prefere tratar a operação como fusão, apesar do tamanho diferente entre as duas instituições. “A gente quer que os sócios do Celfin sejam sócios desse conglomerado. A gente trata todos como iguais.”

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Aquisições – Esteves disse que o banco está pronto para novas oportunidades de aquisições. “Temos uma índice de Basileia confortável (17,5%), capital suficiente para novas aquisições”, disse, ao dar detalhes do negócio.

Segundo ele, com a compra da Brazilian Finance e Real Estate, no final de 2011, não há planos de novas aquisições do banco no setor imobiliário. “A Brazilian Finance já é a maior financiadora imobiliária do país pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário)”, disse.

Dos cerca de 100 bilhões de dólares que o banco tem em recursos sob gestão, parte é oriunda de grandes investidores globais, como fundos soberanos da Ásia e do Oriente Médio. O BTG também administra fundos de investidores do Japão e da China no Brasil e está levantando outro fundo de infraestrutura para o país.

Segundo Persio Arida, sócio do BTG, a integração regional da América Latina, com maior fluxo de investimentos entre os vizinhos, tais como a recente compra de uma fatia na Usiminas pela ítalo-argentina Techint, deve se acelerar. “Além disso, os investimentos da China no Brasil já não são apenas em commodities e a redistriuição de riquezas entre países ricos e emergentes nos cria um potencial enorme”, disse.

Panamericano – Segundo Esteves, os ajustes necessários ao Banco Panamericano, comprado há um ano pelo BTG após o ex-banco do empresário Silvio Santos ter sido atingido por uma fraude de mais de 4 bilhões de reais, já estão em fase avançada.

(Com Agência Estado)

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