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BTG compra banco suíço por US$ 1,5 bi

Com a aquisição, o banco brasileiro dobra o volume de ativos sob gestão e aumenta sua presença em centros financeiros globais

Por Da Redação - 14 jul 2014, 09h37

A seguradora italiana Generali acertou a venda do private bank suíço BSI para o brasileiro BTG Pactual por 1,5 bilhão de francos suíços (1,7 bilhão de dólares). Para o BTG Pactual, o negócio implica uma expansão da área de gestão de recursos, com a adição de uma grande presença na Suíça. A transação também dobrará os ativos sob gestão do banco de investimento brasileiro.

O acordo, que o presidente-executivo da Generali, Mario Greco, chamou de “operação complexa”, põe fim a mais de dois anos de procura por um comprador adequado para a divisão. O private bank perdeu importância diante da pressão dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais para o fim do sigilo bancário suíço.

Enquanto o banco brasileiro dá impulso ao negócio de gestão de recursos com a transação, a Generali se desfaz de uma unidade deficitária e aumenta sua solidez financeira. A Generali, que tinha comprado o private bank suíço por cerca de 1,9 bilhão de francos suíços em 1998, esperava obter um montante semelhante com a venda da unidade. Com o negócio, a seguradora completa um agressivo plano de desinvestimentos, com a venda, em dezoito meses, de 3,7 bilhões de euros em ativos fora da área de seguros. A meta era vender 4 bilhões de euros.

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Sob os termos do acordo, a parcela que a Generali receberá em dinheiro será de 1,2 bilhão de francos suíços. Os 300 milhões restantes serão entregues em ações ordinárias e preferenciais do BTG Pactual.

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A transação, sujeita à aprovação regulatória, deve ser concluída no primeiro semestre de 2015. Representantes do BTG Pactual não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.

Presença – Em comunicado ao mercado, o BTG informou que o BSI terá marca e identidade mantidas, e se tornará sua plataforma global de gestão de recursos. A plataforma internacional de gestão de recursos do banco passará a contar com mais de 200 bilhões de dólares em ativos sob gestão após a compra, com presença nos principais centros financeiros globais.

“O BSI acrescenta ao BTG Pactual 140 anos de história na indústria de private banking, aproximadamente 100 bilhões de dólares em ativos sob gestão e uma presença global com cerca de 2 mil funcionários em mais de dez países”, disse o banco.

No primeiro trimestre, as receitas do BTG com a área somaram 93 milhões de reais, uma queda de 9% na comparação anual. Já as receitas com gestão de ativos somaram 350 milhões, alta de 38% sobre um ano antes.

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(com agência Reuters)

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