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Brics discutirão como ajudar Europa a enfrentar crise

Por Por Yana Marull
13 set 2011, 18h30

As potências emergentes que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) discutirão na semana que vem em Washington uma eventual ajuda a Europa, que tem sido afetada por uma forte crise econômica, disse nesta terça-feira o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega.

“Discutiremos o que fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação”, disse Mantega em uma breve declaração a jornalistas, sem dar mais detalhes.

A reunião está prevista para quinta-feira, dia 22, em Washington, e contará com ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos Brics, a margem das reuniões da primavera entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Mantega viajará a Washington já na segunda-feira, informou à AFP um porta-voz do Ministério da Fazenda.

De acordo com especialistas, os emergentes têm resistido à crise financeira pela qual passam os países ricos, mantêm boas taxas de crescimento e têm acumulado gigantescas reservas internacionais.

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“A proposta dos Brics faz bastante sentido nesse momento”, disse à AFP o economista-chefe da agência classificadora de risco brasileira Austin Rating, Alex Agostini.

“Todo mundo tem que estar envolvido na busca de soluções, porque a economia está globalizada e a crise traz impactos negativos para todos os países”, afirmou.

Apesar disso, diz o especialista, um eventual aporte dos Brics teria um efeito limitado.

“Uma compra de títulos, por exemplo, pode ajudar a reduzir temporariamente este momento de volatilidade, mas não resolve o problema, uma vez que não se trata apenas de uma questão de liquidez”, explica.

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Para Agostini, os Brics também poderiam auxiliar a Europa utilizando seus fundos soberanos para investir nos setores produtivo ou financeiro europeu.

O ministro italiano de Finanças, Giulio Tremonti, se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC, suscitando rumores de mercado sobre um possível auxílio chinês à Itália.

Segundo o Financial Times, existe a possibilidade de compra de títulos da dívida italiana por parte da China, o que foi desmentido pelo governo italiano.

De acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira pelo banco privado espanhol BBVA, a economia mundial crescerá 4,2% em 2011, impulsionada pelos mercados emergentes.

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“De acordo com cálculos do BBVA, a economia mundial registrará um crescimento de 4,2% em 2011 e 4,4% em 2012, impulsionada pelo desempenho dos países emergentes que têm contribuído mais ao crescimento econômico mundial”, disse o economista-chefe do banco privado espanhol BBVA, Jorge Sicilia, em um fórum na capital colombiana.

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