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Brexit pode causar uma ‘Black Friday’ nos mercados, diz Soros

Megainvestidor adverte que, se o Reino Unido deixar a União Europeia, libra pode perder até 20% de seu valor

Por Da Redação - 21 jun 2016, 12h00

O megainvestidor húngaro-americano George Soros emitiu uma dura advertência ao Reino Unido: Se seus eleitores optarem por deixar a União Europeia, poderosas forças especulativas levariam a libra a se desvalorizar em mais de 20%.

“Muitos acreditam que a saída da UE não terá nenhum efeito sobre a sua situação financeira pessoal”, escreveu Soros no jornal The Guardian. “Isso é uma ilusão.” Os britânicos votam nesta quinta-feira, em referendo, se o Reino Unido deve seguir no bloco ou não.

O investidor disse que sua advertência foi baseada em “seis décadas de experiência nos mercados financeiros”, incluindo uma aposta especulativa em massa contra a libra em 1992, que lhe rendeu o apelido de “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”.

De acordo com reportagem da CNN Money, Soros acredita que as consequências serão “muito menos benignas” do que em 1992. Uma eventual saída pode até levar a uma “Black Friday” para os mercados, escreveu.

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“O valor da libra cairia vertiginosamente”, advertiu. “Isso também teria um impacto imediato e dramático nos mercados financeiros, investimentos, preços e empregos.”

A dor seria agravada pela posição atual do Banco da Inglaterra. Após a libra despencar em 1992, o BC inglês foi capaz de reduzir as taxas de juros, a fim de estimular a economia. Mas, agora, as taxas já estão em níveis muito baixos.

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Nouriel Roubini, economista que previu corretamente a crise imobiliária dos Estados Unidos e seu consequente colapso financeiro em 2008, também soou o alarme nesta terça-feira. “O Brexit causaria danos significativos para a economia do Reino Unido e ao emprego e bem-estar dos britânicos. O Reino Unido é muito melhor dentro da UE”, escreveu no Twitter o professor da New York University. Roubini acrescentou que uma recessão e fortes impactos para os negócios e para a confiança do consumidor seriam outras das consequências do Brexit.

(Da redação)

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