O brasileiro destina, em média, 1. 073,98 reais por mês às compras de varejo alimentar e tem diversificado cada vez mais os locais onde abastece a despensa. Segundo a 5ª edição do Ranking de Preferência do Consumidor (RPI) 2026, da dunnhumby, as famílias visitam, em média, 3,6 redes diferentes por mês em busca de melhores preços e promoções.
O valor médio das compras equivale a 66% do salário mínimo vigente no país, de R$ 1. 621 em 2026. Em 2027, o valor do piso nacional pode chegar a R$ 1. 717 em 2027, segundo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que aguarda votação no Congresso.
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Comportamento do consumidor
Os supermercados tradicionais seguem como o principal canal de compras, frequentados por 74% dos consumidores, enquanto 63% também recorrem aos atacarejos para economizar. O levantamento mostra ainda que 42% dos entrevistados possuem renda familiar de até 3. 499 reais, cenário que reforça a necessidade de comparar preços e aproveitar ofertas. “O consumidor brasileiro precisa fazer um verdadeiro malabarismo para que a alimentação seja acomodada no orçamento familiar, que atende uma média de três pessoas. Estamos falando de um cenário econômico inflacionado e que sofre com tensões políticas nacionais e externas. O preço do feijão-carioca, por exemplo, acumula alta de quase 53%, segundo o IPCA. Todo esse contexto resulta na diversificação de redes de compras e na procura por promoções”, afirma Alessandra Shima, diretora de Desenvolvimento de Negócios da dunnhumby.
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A pesquisa também aponta o fortalecimento do comércio local. Feiras, hortifrútis, açougues e padarias de bairro passaram a receber uma parcela maior do orçamento dos consumidores: 45% afirmam gastar mais nesses estabelecimentos do que há um ano. Além disso, o canal lidera a compra de produtos perecíveis, sendo escolhido por 73% dos consumidores para frutas, legumes e verduras e por 56% para carnes.
Já o atacarejo consolidou sua posição como principal destino para compras de abastecimento, liderando categorias como mercearia e produtos de limpeza, ambas com 66% de participação. Os supermercados convencionais, por sua vez, mantêm protagonismo nas compras de conveniência e nas categorias de padaria.
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Segundo o estudo, a tecnologia também ganhou espaço na rotina de consumo. Entre aqueles que fazem compras online, 61% utilizam os aplicativos das próprias redes varejistas para acompanhar promoções e obter descontos. “Num cenário econômico restrito, o preço age como um ‘porteiro’: ele é o fator que define qual loja vai ganhar a visita inicial do cliente. Contudo, para realmente fazer o consumidor voltar e deixar uma fatia maior da sua renda, o varejo precisa ir além da guerra de preços e entregar diferenciais claros em sortimento, marcas próprias e disponibilidade”, conclui Shima.