Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Brasil terá terceiro menor ritmo de expansão do PIB em 2022, aponta ONU

Projeção de 0,5% da entidade é maior apenas que as projeções para Mianmar e Guiné Equatorial; mercado brasileiro tem estimativa ainda menor, de 0,28%

Por Larissa Quintino Atualizado em 13 jan 2022, 18h40 - Publicado em 13 jan 2022, 18h15

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que a economia brasileira terá um dos desempenhos mais fracos do mundo em 2022. De acordo com o documento do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da instituição divulgado nesta quinta-feira, 13, apontou que o Produto Interno Bruto do Brasil deve crescer 0,5% no período, sendo essa a terceira menor projeção do mundo para o desempenho da economia em 2022 entre 170 economias atualizadas. Para 2023, a organização projeta PIB de 1,9% para o Brasil.

A previsão fica apenas atrás das recessões projetadas em Mianmar (-0,8%) e Guiné Equatorial (-0,6%) para o ano. O prognóstico da ONU, de avanço de 0,5% no PIB brasileiro é 1,7 ponto menor que o previsto pela instituição em seu último relatório em 2021.  Vale destacar, porém, que é menos pessimista do que o estimado pelo mercado financeiro. Segundo a última edição do Boletim Focus, os economistas brasileiros consultados pelo Banco Central apontam que o PIB deve avançar 0,28% este ano, mostrando uma economia estagnada. Na edição de semana passada, a primeira do ano, os economistas projetaram 0,36%, a menor projeção de crescimento da série histórica do Focus (a partir de 2002), a exceção fica pela recessão estimada no início de 2016, de -2,99%.

Segundo o relatório da ONU, a média de mundial estimada para 2022 é de 4%. O documento chama a atenção para “ventos contrários significativos”, em meio a novas ondas da Covid-19, com “desafios persistentes no mercado de trabalho, desafios duradouros nas cadeias de suprimento e crescentes pressões inflacionárias”. Ainda de acordo com o relatório, as economias com melhor resultado projetado para 2022 são: Índia (6,7%), Arábia Saudita (6%), Egito (5,9%), China (5,2%) e Indonésia (4,9%).

Publicidade