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Brasil tem tarifa mais cara de celular, aponta relatório

Documento divulgado nesta segunda mostra que país tem o maior valor médio por minuto, em termos absolutos

O Brasil é o país que tem a tarifa de celular mais cara, em termos absolutos, entre as 161 economias analisadas pelo relatório Medindo a Sociedade da Informação, divulgado nesta segunda-feira pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Os dados da pesquisa são referentes ao ano de 2012.

De acordo com o documento, uma ligação de um celular para outro de mesma operadora custa, em média, 71 centavos de dólar por minuto no Brasil. Quando a ligação é para outra companhia, o custo médio sobe para 74 centavos de dólar. A UIT usou dados de custo de ligações em São Paulo como base para o levantamento.

Para se ter uma ideia, em locais como Bangladesh e Hong Kong, esse custo médio é de apenas 2 centavos de dólar. Na Itália, onde está localizada a controladora da Tim, a Telecom Italia, o custo médio da tarifa é de 17 centavos de dólar. Em Portugal, sede da Portugal Telecom, que acaba de anunciar fusão com a brasileira Oi, o custo médio é de 25 centavos de dólar. Na Espanha, da Telefónica/Vivo, o custo médio é menor, de apenas 15 centavos de dólar. No México, sede da Telemovil, controladora da Claro, o custo médio de ligações de celular para a mesma operadora é de 32 centavos de dólar.

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Os brasileiros comprometem em média 6,7% da renda com telefonia móvel. Com isso, o país aparece na 112ª posição. Já o custo de telefonia fixa aumentou para 3,3% da renda em 2012, comparado a 2,7% em 2011, colocando o país na 112ª posição entre 161 países.

Desenvolvimento – O relatório mostra ainda que o Brasil aparece na 62ª posição no ranking que mede o Índice de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação e da Comunicação, composto por 157 países. No topo do ranking aparece a Coreia do Sul, na primeira posição, seguida por Suécia e Islândia, respectivamente.

De acordo com o levantamento, o número de famílias com computador aumentou de 45%, em 2011, para 50%, em 2012. Já a proporção de famílias que têm acesso à internet em casa subiu de 38% para 45% em igual intervalo.

Quanto ao serviço de banda larga fixa, pode custar 2% da renda, com o país ficando na 53ª posição globalmente. Nos países em desenvolvimento, o preço caiu 30% em média entre 2008-2011. A banda larga móvel é agora mais acessível que a fixa em termos de preço nesses países.