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Brasil sobe uma posição em ranking de competitividade

País sobe de 81º para 80º em relatório do Fórum Econômico Mundial; instituição aponta melhora em instituições, economia e inovação

Por Da redação 26 set 2017, 20h01

O Brasil subiu uma posição no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial após 4 anos  consecutivos de queda. O país passou da 81ª para a 80ª colocação.

A instituição aponta melhorias em quesitos como combate à corrupção, ambiente macroeconômico e inovação como os responsáveis pela subida.

  • O Relatório de Competitividade Global é feito com base em indicadores divididos em 12 grupos, chamados de “pilares”.

    O Fórum Econômico Mundial destaca o avanço em inovação como o mais significativo no período, com recuperação em “capacidade de inovação, maior colaboração de negócios entre indústria e universidade, maior qualidade de pesquisa e cientistas e engenheiros mais bem treinados”.

    Segundo o relatório, a investigação dos escândalos ocorridos no país contribuiu para a melhora no pilar que avalia as instituições. “Depois de ser atingido por escândalos e por instabilidade política, o pilar recuperou 11 posições, mostrando os efeitos de investigações e levando à maior transparência e percepção de procedimentos bem-sucedidos para inibir a corrupção nos limites da Constituição do Brasil”, diz trecho do relatório.

    Para a professora e pesquisadora Ana Luiza Burcharth, da Fundação Dom Cabral (FDC), o que contribuiu para a evolução desses dois pilares foi a opinião de executivos em relação ao ambiente tecnológico e ao cumprimento da lei. Do pilar inovação, por exemplo, apenas 1 dos 7 subitens – a produção acadêmica – é baseada em um dado. “A mudança de expectativa é importante, porque é um primeiro passo. Mas ainda não é uma mudança concreta”, disse à VEJA. A FDC contribui para a elaboração do Relatório, fornecendo dados sobre o país.

    Em relação à economia, o Fórum Econômico Mundial considera que houve reversão no cenário. “Após dois anos de queda no PIB e piora nas condições macroeconômicas, o Brasil, neste ano, melhora levemente, trazendo a inflação e os gastos do governo de volta ao controle”, diz o texto.

    Apesar da melhora, o pilar de cenário macroeconômico foi aquele em que o Brasil teve seu pior desempenho na comparação com outros países, ficando em 124º de 137 posições. O melhor desempenho foi no item “tamanho do mercado”, 10º lugar. Para Ana Luiza, apesar da evolução nestes itens, que são baseados em dados, não ha motivo para se orgulhar. “Em gastos do governo, estamos no 135º lugar, em inflação, 119º. Melhoramos em relação a nós mesmos, mas não estamos bem”, avalia.

    Criado em 2005, o Relatório de Competitividade Global analisou 137 países em sua última edição. O topo do ranking é ocupado pela Suíça, que lidera há nove anos consecutivos. Em seguida, estão Estados Unidos, Singapura, Holanda e Alemanha. A melhor posição de um país da América Latina é ocupada pelo Chile, que está no 33º lugar no ranking geral.

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