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Brasil quer manter boa imagem internacional, diz Apex

Por Guilherme Amorim

AE – A decisão da Argentina de tirar a empresa espanhola Repsol do comando da petrolífera YPF sinaliza um movimento contrário ao do Brasil, que procura manter boas relações e uma imagem internacional positiva para aumentar os negócios das empresas no mercado mundial. A afirmação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), Maurício Borges. Mesmo declinando de comentar “decisões soberanas de outros países”, ele disse, em relação à decisão argentina que “nós queremos atrair mais empresas, não o contrário.”

O presidente da Apex, em entrevista à Agência Estado, ressaltou que a intenção da agência é fortalecer o Brasil como um competidor de relevância cada vez maior no cenário internacional. “Para isso, o País deve continuar sendo visto como um local seguro para receber investimentos.”

Na segunda-feira, 16, o governo da presidente Cristina Kirchner expropriou 51% das ações YPF. A atitude abalou as relações entre Argentina e Espanha, cujo governo criticou duramente a decisão e solicitou apoio da União Europeia. Como resultado, a taxa de risco da Argentina chegou a 989 pontos básicos, superando inclusive a Venezuela, do presidente Hugo Chávez.