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Brasil pode atender meta de biocombustível para aviação

Por Da Redação - 19 jun 2012, 19h51

Por Glauber Gonçalves

Rio – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, afirmou nesta terça-feira que o Brasil é o país que tem melhores condições de ofertar biocombustível para aviação regularmente ao mercado. “O Brasil é o País do mundo que mais tem condições de oferecer oferta regular, estável e com preços competitivos desse produto”, declarou o ministro.

Segundo Pimentel, o País tem condições de atingir a meta da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), que define a utilização de 50% de bioquerosene misturado ao combustível tradicional no voos até 2040. “O Brasil tem que sair na frente. 2040 está longe e o País tem condições de fazer isso”, disse, depois de participar de entrevista coletiva concedida após um voos experimental da Gol com biocombustível.

De acordo com o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, o uso comercial do biocombustível para a aviação será possível no País em cinco anos. A meta da entidade é, em 20 anos, suprir 25% do consumo de combustível das aéreas com biocombustível. O executivo disse que a demanda, de 6 bilhões de litros por ano, cresce a uma média anual de 3% a 5%.

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Ferrés defendeu que o governo lance mão de medidas para incentivar o desenvolvimento dessa indústria no País. “Para que as novas fontes de energia limpa possam surgir e não sucumbir à concorrência do petróleo, é necessária a existência de políticas públicas que representem isenções tributárias, mas há outros mecanismos, como (o estabelecimento de) mercados obrigatórios de uso.”

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