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Brasil negociará adesão à Opep em julho, diz ministro de Minas e Energia

Bento Albuquerque afirma que o assunto será discutido em sua viagem para a Arábia Saudita

Por Reuters - 22 jan 2020, 08h50

O Brasil começará discussões sobre adesão à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) durante uma visita à Arábia Saudita em julho, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta quarta-feira, 22.  “Eu tenho uma visita à Arábia Saudita no meio do ano, e então nós poderemos começar a discussão”. Segundo o ministro, a entrada do país no grupo não aconteceria neste ano.

O presidente Jair Bolsonaro insinuou a ideia de uma adesão à Opep em outubro passado, durante viagem ao Oriente Médio, mas a possível entrada no cartel não foi bem recebida pelo setor de petróleo, uma vez que produtores temem que nesse caso o Brasil tenha que aderir a cortes de produção acertados entre a Opep e outros produtores. Questionado sobre se o país iria restringir sua produção em linha com termos da Opep, Albuquerque afirmou: “É uma questão de negociação, nós temos que começar discussões.”

“A Arábia Saudita está na presidência do G20. Eu estarei lá em julho, e então nós podemos começar a discutir… nós temos que começar discussões sobre uma associação à Opep.”

Tanto a produção quanto as exportações de petróleo do Brasil estão em alta no momento. O ministro afirmou também que 2020 será um ano melhor para o Brasil, com a produção estimada em 3,5 milhões de barris por dia (bpd), contra 3,1 milhões de bpd em 2019. Já as exportações devem chegar a 1,4 milhão de bpd de petróleo em 2020, ante 1,1 milhão de bpd em 2019.

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Em geral, o Brasil quer produzir 4,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boedp) em 2020, ou 13% a mais que em 2019, segundo Albuquerque. “Nós vamos também aumentar nossa exploração de petróleo e gás. Nós continuaremos com nossos leilões, temos planejados três leilões para 2020”, afirmou.

Ele também disse que o Brasil está confortável com os atuais preços do petróleo, com o Brent, referência internacional, em cerca de 64 dólares o barril, valor apontado como “justo” por Albuquerque.

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