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Brasil não é duro para negociar, é superprotetor, afirma Câmara Americana

Trump disse que há alguns países com os quais os Estados Unidos nunca falaram sobre comércio e que 'cobram o que querem', como Índia e Brasil

Por Redação
1 out 2018, 20h12

O presidente do conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Hélio Magalhães, discorda do presidente americano, Donald Trump, de que o Brasil é um parceiro difícil nas negociações. Trump disse que há alguns países com os quais os Estados Unidos nunca falaram sobre comércio e que ‘cobram o que querem’, como a Índia e o Brasil. Trump afirmou ainda que, para algumas empresas, o Brasil talvez seja o país mais duro do mundo nas negociações comerciais.

“Não é que nós negociamos de uma forma mais dura. A questão é que o Brasil é um país que sempre protegeu a produção interna. Isso, que não é nenhuma novidade, afeta igualmente todos que produzem em solo brasileiro”, afirmou Magalhães, que comanda a maior Câmara  Americana, entre 114 existentes fora dos EUA.

Para o presidente da Amcham, entre os principais problemas do ambiente de negócio brasileiro estão a elevada carga tributária e o excesso de burocracia, o que prejudica não apenas as empresas americanas, mas também as nacionais.

“É um ambiente muito complexo, pouco favorável aos negócios, com alta carga tributária, instabilidade jurídica, corrupção que encarece (as transações), ineficiência da mão de obra e baixa qualidade dos serviços públicos. Além disso, temos poucos acordos comerciais. Mas não faz sentido dizer que o Brasil trata mal as empresas americanas. Todas são tratadas da mesma maneira”, afirma o presidente do conselho da Amcham Brasil.

Em pesquisa Amcham com 130 diretores de  multinacionais e empresas brasileiras sobre a principal barreira à integração e inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, 31% apontaram a insegurança jurídica e normativa para investimentos. Em seguida, vieram os custos poucos competitivos (27%), falta de acordos comerciais ou de investimento (25%), ausência de estímulos à internacionalização de empresas e financiamento e garantia às exportações (13%).

“Precisamos escolher um líder que priorize a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor como uma estratégia para o médio e longo prazo, além da desburocratização do comércio. Observamos que, apesar dos riscos evidentes e crescentes, esses temas ainda aparecem de forma tímida nas discussões da nossa política interna”, argumenta Magalhães.

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Os EUA são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2018, as exportações brasileiras para o país aumentaram 6,2% enquanto as importações de produtos norte-americanos subiram 13,3%. O saldo do ano é superavitário para o Brasil em apenas 45 milhões de dólares.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, disse que é preciso entender o contexto das declarações do presidente americano. “A relação comercial entre Brasil e EUA tem um viés positivo e crescente nos últimos anos”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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