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Brasil “muito provavelmente” escolherá caça Rafale, dizem fontes

"O acordo com a Índia mudou tudo", disse uma das fontes. "Com a decisão da Índia, agora é muito provável que o Rafale seja o vencedor aqui", acrescentou

Por Da Redação 13 fev 2012, 07h28

O Brasil “muito provavelmente” escolherá o caça militar francês Rafale para modernizar a Força Aérea, disseram fontes do governo. A decisão garantiria um dos contratos de defesa mais cobiçados dos mercados emergentes para um avião cujo futuro estava em dúvida apenas duas semanas atrás.

A presidente Dilma Rousseff e os conselheiros dela acreditam que a proposta da Dassault Aviation para vender pelo menos 36 Rafales tem os melhores termos entre as três ofertas finalistas, disseram fontes sob condição de anonimato. A presidente tinha preocupações sobre o Rafale porque o jato não tinha encontrado ainda nenhum comprador fora da França. Isso criava dúvidas sobre se a Dassault teria a escala necessária para produzir e manter os jatos a um custo razoável.

Em 31 de janeiro, o governo da Índia anunciou que iria comprar 126 caças Rafale, por um valor estimado de 12 bilhões de dólares, na primeira venda da Dassault no exterior. O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, viajou a Nova Délhi na semana passada para discutir o negócio com autoridades indianas e analisar documentos relacionados à oferta da Dassault. “O acordo com a Índia mudou tudo”, disse uma das fontes. “Com a decisão da Índia, agora é muito provável que o Rafale seja o vencedor aqui”, acrescentou.

As ações da Dassault subiam 4% em Paris nesta segunda-feira. Um porta-voz da companhia não comentou o assunto.

Concorrência – As outras duas fabricantes interessadas na compra brasileira são a Boeing, com o F-18, e a Saab, com o Gripen. A Boeing afirmou que ainda está na disputa. “Nós estamos promovendo nossos melhores esforços e tenho certeza de que outras companhias também estão fazendo isso”, disse o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Boeing, Jeff Kohler, durante a feira de aviação de Cingapura.

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O contrato terá um valor inicial de cerca de 4 bilhões de dólares, mas provavelmente vai valer consideravelmente mais ao longo tempo conforme serviços de manutenção e mais encomendas forem incluídos.

A Boeing afirmou que a visita de Amorim à Índia pode ter colocado o caça francês na liderança da disputa, mas isso não significa que o F18 Super Hornet está fora da briga. “O governo dos Estados Unidos tem sido muito pró-ativo no apoio ao Super Hornet no Brasil e eu antecipo que veremos discussões bilaterais nos Estados Unidos com a presidente Dilma. Teremos o mesmo nível de negociação em termos do Super Hornet”, afirmou o vice-presidente da divisão de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Mark Kronenberg.

As fontes afirmaram que a Dassault ofereceu a melhor combinação de aeronave de alta qualidade e compartilhamento de tecnologia que Amorim afirma ser muito importante para um acordo. O Brasil espera usar a tecnologia para expandir sua própria indústria de defesa, liderada pela Embraer.

As fontes disseram, porém, que desdobramentos inesperados, especialmente uma ruptura no diálogo da Índia com a Dassault, podem ainda fazer Dilma mudar de ideia. Elas afirmaram ainda que a decisão da presidente provavelmente não será anunciada antes da eleição francesa entre abril e maio, na tentativa de não deixar o acordo ser excessivamente politizado.

A compra dos caças pelo Brasil passou por uma série de desdobramentos ao longo dos anos. O antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha dito em 2009 que o Brasil escolheria o Rafale, mas ele deixou o governo sem finalizar o negócio.

(com agência Reuters)

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