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Brasil é país com melhor ambiente de negócios para o comércio, mostra estudo

Ranking da consultoria A.T. Kearney mostra que, entre países emergentes, Brasil segue na liderança pelo terceiro ano consecutivo

Por Naiara Infante Bertão
12 jun 2013, 18h23

O significativo tamanho e potencial de crescimento do mercado consumidor, a melhoria de renda dos assalariados, o nível de concorrência não muito acirrado e se há espaço neste momento para a entrada de novos players, especialmente os internacionais, são fatores que levaram o Brasil a ocupar a liderança do ranking de melhor clima de negócios para o setor varejista entre 30 países emergentes.

O estudo, desenvolvido pela consultoria internacional A.T. Kearney e divulgado nesta quarta-feira, faz a análise da combinação de todos esses fatores para elencar quais países as varejistas encontram um melhor ambiente de negócios e menor risco para se desenvolver. “O Brasil combina uma demanda crescente com uma oferta que tem espaço para aumentar com os novos shopping centers e a entrada de lojas internacionais no país”, afirma Esteban Bowles, sócio da A.T. Kearney no Brasil e líder da prática de varejo e bens de consumo na América do Sul.

Com a crise mundial, os emergentes passaram de figurantes a protagonistas das multinacionais de varejo. Bowles lembra que, no ano passado, 40 novos centros de compras foram abertos no país, com destaque para os luxuosos Village Mall no Rio de Janeiro e o JK Iguatemi em São Paulo, que serviram de plataforma para o lançamento de várias marcas internacionais no Brasil, como Valentino, Miuccia Prada, Miu Miu, Goyard, Sephora, Gucci Lanvin, Van Cleef & Arples, Bare Minerals, Topshop, Dolce & Gabbana e Nicole Miller.

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Mesmo com o baixo ritmo de crescimento da economia brasileira, Bowles acredita que o mercado varejista deve vender 11% a mais este ano do que ano passado e reforça que a tendência é de crescimento também nos próximos três a cinco anos. Isso graças à continuidade dos investimentos, crescimento orgânico (mesmas lojas), aumento na confiança do consumidor e também a expectativa de que os eventos esportivos dos próximos anos tragam melhorias de infraestrutura para o país.

Aliado a isso, o desemprego se mantém baixo e a população segue com maior acesso ao crédito. “Isso torna o mercado atrativo para as empresas”, diz Bowles, acrescentando que os investimentos não vêm apenas do varejo de moda, mas também das farmácias, supermercados e lojas de construção. No primeiro trimestre de 2013, as vendas do comércio varejista acumulam alta de 3,8%, e, em 12 meses, aumento de 7,2%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas.

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