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Brasil é o 120º melhor lugar para negócios, diz Banco Mundial

País avançou em ranking que avalia facilidade para fazer negócios em 189 países, mas ainda está longe de alcançar os primeiros colocados

Por Da Redação - 29 out 2014, 09h28

Fazer negócios no Brasil ficou um pouco mais fácil, mas o país ainda está bem longe de ser um dos melhores lugares do mundo para a vida de um empresário, mostra um estudo do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira, e que avalia 189 países. O Brasil ficou na 120ª posição no ranking geral este ano. No relatório do ano passado, inicialmente, o país havia ficado em 116º, mas, em uma revisão divulgada junto com o novo estudo, a economia brasileira aparece no 123º lugar em 2013. Em 2012, estava na posição 130º.

Começar um negócio no Brasil demora 83,6 dias, melhor que os 107,5 dias do levantamento do ano passado, mas ainda longe dos líderes do ranking. Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição, são apenas dois dias e meio. Nos EUA, o sétimo lugar, são 5,6 dias. Na América Latina, em média, são 31,7 dias.

Em outros indicadores isolados, usados no conjunto para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na abertura de uma empresa, o país é o 167º, com 11,6 procedimentos necessários – em Cingapura são três e na Nova Zelândia, apenas um. Em conseguir permissão para construção, o Brasil fica em 174º lugar, demorando, em média, 426 dias. Obter eletricidade é um dos poucos itens em que o Brasil se destaca, ocupando a 19ª posição no ranking dessa categoria.

Cingapura, pelo nono ano consecutivo na liderança, é o lugar mais fácil para se fazer negócios no mundo. Em seguida, aparecem, pela ordem, Nova Zelândia, Hong-Kong, Dinamarca e Coreia do Sul. O último lugar ficou com a Eritreia, na África, e o penúltimo com a Líbia. Piores que o Brasil no ranking geral estão países como Haiti, Bolívia, Paquistão, Sudão, Índia, Venezuela e Argentina.

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O relatório do Banco Mundial conclui que houve progressos na regulamentação pelo mundo com o objetivo de facilitar os negócios para os empresários. “Dos países que nós medidos, em 80% as regulamentação são mais simples e fáceis para empreendedores começarem uma empresa nova ou transferirem propriedade”, destaca uma das autoras do estudo, Rita Ramalho, em um vídeo entregue aos jornalistas.

No Brasil, no entanto, não houve reformas no ano passado até o período encerrado em junho deste ano. Pela primeira vez, o Banco Mundial passou a avaliar também as cidades de Rio e São Paulo para ver as condições de negócios. A principal diferença é que no Rio o salário mínimo para um trabalhador em tempo integral é de 484,24 dólares, maior que o de São Paulo (437,80 dólares)

Na América Latina, o país mais bem colocado passou a ser a Colômbia (34º lugar), tomando a posição do Chile (agora em 41.º). A Colômbia é citada no relatório como o país da região que mais fez reformas para incentivar os negócios das empresas menores desde 2005.

(Com Estadão Conteúdo)

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