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Brasil deixa grupo de países ‘frágeis’ do JPMorgan

De acordo com o banco americano, o Brasil não é mais considerado muito dependente de investimentos externos

A menor instabilidade nas contas externas do Brasil fez com que o país deixasse o grupo das cinco nações “mais frágeis”, elaborado pelo JPMorgan Asset Management. A lista foi feita pelo banco para identificar países considerados excessivamente dependentes de investimentos internacionais. Com a saída do Brasil e também da Índia, Colômbia e México passam a fazer parte do grupo. A dupla latino-americana, ao lado de Turquia, África do Sul e Indonésia, é vista como os países mais dependentes de investimento externo.

De acordo com artigo publicado nesta quinta-feira no portal do Financial Times (FT), os cinco membros originais do grupo foram os mais prejudicados durante a crise do investimento internacional de 2013, quando investidores estrangeiros fugiram dos mercados emergentes.

A Colômbia despencou nos rankings de investimento devido à dependência das exportações de petróleo e seu déficit de 5,8% em conta corrente. O peso caiu 36% em relação ao dólar nos últimos 12 meses. “Se você é dependente de dinheiro alheio e o preço [do seu principal produto de exportação] cai você tem um grande problema”, disse Andres Garcia-Amaya, analista de pesquisa de macroeconomia da JPMorgan.

O México é considerado vulnerável porque o prazo de cobertura que suas reservas cambiais oferecem é de apenas 1,6 ano ante sete anos no caso da Rússia, outro país exportador de petróleo que passa por problemas. Uma taxa real de juros próxima de zero oferece pouca flexibilidade ao México de reduzi-la ainda mais se a sua economia enfraquecer.

Turquia e África do Sul, ambos com grandes desequilíbrios externos e risco político significativo, continuam a ser as mais altas nações de risco, juntamente com a Turquia – agora a mais frágil de todas.

(Da redação)

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