Brasil cria 157 mil empregos formais em setembro e registra 6º mês de alta

Segundo o Caged, o setor de serviços foi responsável por 64,5 mil postos de trabalho no período; todos os estados tiveram saldo positivo de empregos

Por da Redação - Atualizado em 17 out 2019, 16h50 - Publicado em 17 out 2019, 16h32

O Brasil abriu 157.213 vagas de emprego com carteira assinada em setembro, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira, 17.  O resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em setembro, foram 1.341.716 contratações e 1.261.020 demissões.. Este é o sexto mês consecutivo de mais vagas criadas do que fechadas no país. 

De acordo com os dados do Caged, foram criados 761.776 empregos nos nove primeiros meses do ano, aumento de 6% em relação ao ano passado. O estoque total de empregos com carteira é de 39.172.204 empregos, aumento de 1,98% em comparação com 2018.

O emprego formal teve resultados positivos em sete setores econômicos em setembro e saldo negativo em apenas um setor. Os setores com números positivos foram Serviços (+64.533 vagas); Indústria da Transformação (+42.179); Comércio (+26.918); Construção Civil (+18.331); Agropecuária (+4.463); Extrativa Mineral (+745) e Administração Pública (+492). O único setor com resultado negativo foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (-448 vagas).

Por regiões, o Nordeste apresentou o maior saldo positivo em setembro, com a oferta de 57.035 postos. Em segundo lugar ficou o Sudeste (+56.833 vagas) e em terceiro, o Sul (+23.870). O Centro-Oeste ficou em quarto lugar em setembro (+10.073 vagas) e o Norte, em quinto (+9.352). Os Estados que mais geraram empregos em setembro foram São Paulo (+36.156 postos), Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529). Nenhuma das 27 unidades da federação teve saldo negativo de empregos em setembro.

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Os dados do Caged trazem apenas os vínculos trabalhistas com carteira assinada. Os dados de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE)  são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 12,6 milhões de desempregados no trimestre encerrado em agosto e nível recorde de informalidade, com 41% da população trabalhando sem carteira assinada.  

Reforma trabalhista

A modalidade de trabalho intermitente registrou 12.169 admissões e 6.154 desligamentos, o que gerou um saldo positivo de 6.015 empregos, em um universo de 2.495 empresas contratantes. Um total de 57 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente no mês passado. Por setores, os principais saldos na modalidade de trabalho intermitente foram apurados em Serviços (3.029), Indústria da Transformação (1.043) e Comércio (944).

O trabalho em regime de tempo parcial teve 6.609 admissões e 4.802 desligamentos em setembro, gerando um saldo positivo de 1.807 empregos, com 3.254 empresas contratantes. Um total de 46 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial no mês passado. Por setores, os principais resultados nas contratações em regime de tempo parcial foram apurados em Serviços (1.001 postos), Comércio (471) e Indústria da Transformação (200).

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