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Brasil crescerá 1,5% em 2012, segundo previsão da OCDE

Crescimento global da economia, desvalorização do real e recentes medidas aplicadas pelo governo trarão benefícios para o crescimento econômico local

A economia brasileira deve registrar crescimento de 1,5% em 2012, segundo previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE) divulgadas nesta terça-feira. A previsão está em linha com o que espera o mercado financeiro nacional, de acordo com pesquisa divulgada pelo Banco Central na segunda-feira. Para o ano que vem, a projeção da OCDE é de crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Já em 2014, a organização espera alta de 4,1% no PIB nacional.

De acordo com o relatório da OCDE, já são sentidos no Brasil os efeitos dos estímulos fiscais lançados pelo governo federal. E as medidas devem ajudar a economia brasileira a atingir taxas de crescimento acima das alcançadas nos últimos anos, segundo o documento. O relatório classifica como positivas as ações destinadas a reduzir a carga fiscal e a complexidade do sistema tributário. A OCDE adverte, porém, para o perigo representado pelo protecionismo inerente a algumas das medidas recentemente adotadas.

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Ainda segundo o relatório, o crescimento da economia brasileira nos próximos anos será inflado também pelo crescimento global da economia e a desvalorização do real. A OCDE destaca, ainda, os benefícios que o Brasil obterá por ser o país sede da Copa do Mundo de 2014 e pela realização da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Além disso, outro estímulo será decorrente dos planos de investimentos em infraestrutura anunciados pelo Executivo, que terão como consequência a melhoria de estradas, ferrovias e aeroportos.

De acordo com a OCDE, a inflação ficará em 5,3% ao no em 2012 e 2013, impulsionada em grande parte pelos preços de alimentos, mas compensada pelo corte na conta de energia.

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Mundo – O órgão também previu que a economia global crescerá 2,9% este ano, e 3,4% em 2013. Na estimativa anterior, de maio, a OCDE havia previsto expansão de 3,4% para 2012 e de 4,2% em 2013. Para o órgão, a zona do euro está enfrentando dois anos de contração econômica, enquanto os Estados Unidos correm o risco de entrar em recessão se os parlamentares do país não chegarem a um acordo para evitar uma combinação de aumentos de impostos e cortes orçamentários que entrarão em vigor no ano que vem.

Desde que o impasse em Washington seja superado, a maior economia do mundo irá crescer 2% no ano que vem, contra 2,6% projetado em maio. Já para a zona do euro, considerada frágil pela OCDE devido a recessão econômica, dívidas altas e situação bancária delicada, é esperada contração de 0,4% este ano e queda de 0,1% do PIB no ano que vem. Apenas em 2014 a região deve voltar a crescer (1,3% de acordo com estimativas).

(com agência EFE)