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Brasil capta US$ 825 milhões com emissão de bônus no exterior

Rio de Janeiro, 4 jan (EFE).- O Governo brasileiro captou US$ 825 milhões com uma emissão no exterior de bônus de dívida pública em dólares com vencimento em janeiro de 2021, que foram colocados com os menores juros já oferecidos pelo país em sua história para este tipo de papel, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira.

A operação, que tinha permitido na terça-feira a captação de US$ 750 milhões nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, foi concluída nesta quarta com a venda de outros US$ 75 milhões nos mercados asiáticos, segundo o organismo.

Os títulos foram emitidos com juros de 4,875% ao ano, mas, como a emissão foi colocada a um preço superior ao de seu valor nominal, os investidores receberão um rendimento real de 3,449% ao ano, o menor até agora oferecido pelo Brasil em emissões de bônus de dívida pública.

O lançamento foi uma reabertura da emissão de bônus em dólares a 10 anos lançada em julho de 2010 e que permitiu ao Brasil captar US$ 750 milhões com a menor taxa de juros para papéis de sua dívida até então (4,18% ao ano).

A nova operação foi liderada pelos bancos BNP Paribas e Itaú BBA. Segundo o Itaú BBA, uma subsidiária do maior banco privado do Brasil, o rendimento oferecido pelo Governo brasileiro para os títulos ficou abaixo dos oferecidos para papéis do mesmo prazo a países como a Itália (6,85%) e Espanha (5,21%).

O mesmo banco informou que apesar da crise econômica global, a demanda pela primeira emissão brasileira do ano foi cerca de sete vezes superior ao volume inicialmente previsto.

Em novembro, o Tesouro Nacional do Brasil captou US$ 1,1 bilhão no exterior com o lançamento de bônus de dívida com vencimento em janeiro de 2041, pelos quais ofereceu ao investidor um rendimento de 4,69% anual, o menor na história do país para papéis a 30 anos.

Em setembro de 2011 já tinha captado US$ 550 milhões com os mesmos bônus a 30 anos, mas pelos quais se comprometeu a pagar juros de 5,20% ao ano.

A elevação da qualificação do risco da dívida soberana do Brasil nos últimos meses e a aparente resistência da economia brasileira à crise econômica global permitiram ao Governo brasileiro emitir bônus de menor custo para refinanciar a dívida antiga de alto custo. EFE