Bradesco fará aumento de capital de até R$ 10 bi e adianta R$ 6,5 bi em proventos
A operação tem como objetivo reforçar a capitalização da instituição e sustentar investimentos em tecnologia
O Bradesco fará um aumento de capital de até 10 bilhões de reais, por meio da emissão de até 604,8 milhões de novas ações, entre ordinárias e preferenciais. A informação foi publicada em documento enviado ao mercado na noite de quarta-feira, 29.
Segundo o banco, a operação tem como objetivo reforçar a capitalização da instituição e sustentar investimentos em tecnologia, eficiência comercial, expansão dos negócios e financiamento sustentável. Os acionistas controladores assumiram o compromisso de subscrever até 8 bilhões de reais da oferta.
Os atuais acionistas do Bradesco terão direito de preferência para participar da operação entre os dias 6 de agosto e 4 de setembro. O direito será concedido aos investidores que estiverem com ações do Bradesco ao fim do pregão de 4 de agosto, data de corte da oferta.
A partir de 5 de agosto, os papéis passarão a ser negociados “ex-direito de subscrição”, o que significa que os compradores das ações a partir dessa data não terão direito de participar do aumento de capital. Os direitos de subscrição poderão ser negociados na B3 entre 6 de agosto e 1º de setembro.
Bradesco vai adiantar R$ 6,5 bilhões em proventos
Paralelamente, o conselho de administração aprovou a antecipação do pagamento de 6,5 bilhões de reais em juros sobre capital próprio (JCP), originalmente declarados em março e junho deste ano. O pagamento será realizado em 15 de setembro, totalizando 0,585666779 real por ação ordinária e 0,644233458 real por ação preferencial, em valores brutos.
A antecipação foi feita para que os acionistas possam utilizar esses recursos para integralizar, total ou parcialmente, a subscrição das novas ações.
Os juros sobre capital próprio serão pagos apenas aos investidores que já tinham direito quando os proventos foram declarados. No caso da primeira distribuição, a data de corte foi 6 de abril de 2026.
Na segunda, o direito ficou com os acionistas posicionados em 3 de julho de 2026. Assim, quem comprar ações agora não receberá esses proventos, ainda que o pagamento ocorra apenas em setembro.
Já as ações emitidas no aumento de capital só passarão a ter direito a dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que forem declarados após a homologação da operação pelo Banco Central.







