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BP compra 83% da produtora nacional de etanol CNAA

Acordo, anunciado pela BP Biofuels do Brasil nesta sexta-feira, totalizará 680 milhões de dólares

Por Da Redação 11 mar 2011, 14h59

A BP Biofuels do Brasil, braço de energia renovável da petrolífera britânica British Petroleum (BP), anunciou nesta sexta-feira um acordo para adquirir 83% da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), produtora brasileira de etanol, por 680 milhões de dólares. A compra de 83% da CNAA significa uma mudança de estratégia da BP, que buscava o “controle compartilhado”, com até 50% do capital das usinas.

Esta é a segunda aquisição de usinas de etanol de cana-de-açúcar pela BP em território brasileiro e a maior já realizada pela empresa britânica em energia renovável. A BP já possui 50% da Usina Tropical BioEnergia, localizada em Goiás, desde 2008. Com isso, se tornou a primeira petrolífera a entrar no negócio de etanol de cana.

Além dos 680 milhões de dólares, a BP irá assumir toda a dívida de longo prazo da CNAA, que será refinanciada. A nova aquisição vai aumentar a capacidade produtiva da BP no Brasil para cerca de 1,4 bilhão de litros de etanol por ano, ante nível atual de 435 milhões de litros.

A CNAA possui as usinas Itumbiara, em Goiás, e a Ituiutaba Bioenergia, em Minas Gerais. A CNAA também possui um empreendimento em desenvolvimento em Campina Verde (MG). Em plena operação, as três usinas terão capacidade total de moagem de 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Cada usina tem a capacidade de produção de 480 milhões de litros de etanol, além de excedente de 340 gigawatt/hora para ser comercializado de energia elétrica.

A CNAA foi formada em 2007 a partir de uma associação entre o grupo Santelisa Vale – atualmente incorporada pela Louis Dreyfus Commodities – e um conjunto de fundos de investimentos estrangeiros, entre eles o Riverstone, do Carlyle Group, além do Goldman Sachs, Global Foods e Discovery Capital. O Riverstone é um dos principais fundos especializados em energia do mundo e administra uma carteira com recursos superiores a 15 bilhões de dólares.

Segundo a nota da BP, a petrolífera comprou o controle da CNAA dos fundos Açúcar e Álcool Fundo de Investimento em Participações, e Açúcar e Álcool II Fundo de Investimento em Participações. A venda foi necessária depois de os investidores iniciais da CNAA terem se surpreendido com a crise financeira, o que tornou inviável a manutenção dos aportes nas usinas, cujo retorno mostrou-se ser de prazo mais longo do que o esperado inicialmente.

(com Agência Estado)

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