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Bovespa supera 56 mil pontos pela 1ª vez desde maio com ajuda da Petrobras

Ações da petroleira fecham com alta de 5,3%. Giro financeiro do pregão foi de 8,4 bilhões de reais

Por Da Redação 21 out 2013, 17h35

A Bovespa iniciou a semana com alta de mais de 1%, destoando das bolsas dos EUA, com o impulso das ações da Petrobras, cujo consórcio foi vitorioso no leilão pelo direito de exploração de Libra – maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil – com lance mínimo. O Ibovespa avançou 1,26%, para 56.077 pontos, fechando pela primeira vez desde 28 de maio acima dos 56 mil pontos. O giro financeiro do pregão foi de 8,4 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou 2,6 bilhões de reais.

O índice, que havia desacelerado a alta registrada pela manhã após o fim do exercício de opções, tomou um novo fôlego em reação ao resultado do leilão de Libra, graças à disparada das ações da Petrobras. Os papéis da estatal fecharam em alta de 5,3%. O consórcio liderado pela petroleira – que inclui Shell, Total e as chinesas CNPC e CNOOC – foi o único a fazer oferta na primeira licitação do pré-sal e venceu com oferta mínima de 41,65% de óleo lucro – parcela de petróleo destinada à União após serem descontados todos os custos de produção.

Segundo o gestor Rafael Barros, da Humaitá Investimentos, agradaram o mercado três fatores no resultado do leilão de Libra, que tem reservas estimadas de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo. “Primeiro, o consórcio foi composto por duas empresas que a princípio não estariam nele, a Shell e a Total, que conhecem bastante o negócio e dão maior disciplina de capital no desenvolvimento do projeto”, afirmou. “Segundo, o lance no leilão foi o mínimo, ou seja, vai dar menos lucro para o governo e mais para o consórcio. Terceiro, a participação da Petrobras foi de 40%. O ideal seria 30%, mas esse nível está ‘ok’ em vista dos demais itens”, completou.

Além dos papéis da petroleira, as ações da Vale e da OGX contribuíram para que a bolsa fechasse em alta, compensando a influência negativa do setor financeiro.

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(com agência Reuters)

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