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Bovespa sobe 3,12% e tem maior alta desde março

Pregão foi ajudado por balanços e dados da China; já o dólar fechou em queda - a 2,28 - com ajuda do BC

Por Da Redação 8 ago 2013, 19h57

A BMF&Bovespa teve nesta quinta-feira seu melhor pregão desde março passado – em termos de variação porcentual – devido a uma reunião de fatores que incluiu balanços corporativos e dados econômicos da China. A presença do investidor estrangeiro na ponta compradora também favoreceu os ganhos generalizados do Ibovespa, onde apenas cinco ações fecharam em baixa. A Vale foi um dos principais destaques.

O Ibovespa terminou o dia com valorização de 3,12%, aos 48.928,82 pontos. Foi a maior alta porcentual desde 6 de março passado, quando o índice subiu 3,56%. No mês, a bolsa voltou a acumular ganhos, de 1,44%. Mas, em 2013, tem perda de 19,73%. “Hoje o mercado teve um dia de euforia. Os resultados corporativos, como os da Vale, indicadores chineses e uma questão técnica puxaram a bolsa”, comentou o analista da Spinelli Elad Victor Revi para justificar o comportamento desta sessão.

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A Vale foi um dos principais destaques do dia. As ações da mineradora dispararam 3,69% nas ações ordinárias (que dão direito a voto nas reuniões do Conselho de Administração) e 2,99% nas preferenciais (sem direito a voto). A mineradora contou com a boa interpretação de seu balanço pelo mercado. Embora tenha divulgado um lucro abaixo da pior das projeções, de 424 milhões de dólares – 84% menor do que no mesmo período do ano passado – a redução de custos e de despesas e a disciplina na alocação de capital foram os pontos positivos do balanço, segundo os analistas.

Os dados da China também ajudaram: o país anunciou superávit menor do que o esperado em julho, de 17,80 bilhões de dólares ante projeção de 27,20 bilhões de dólares e resultado de 27,12 bilhões de dólares em junho. Com tal resultado, as commodities avançaram pelo globo e favoreceram papéis como os das mineradoras, que subiram fortemente na Europa. No Brasil, a notícia puxou também a MMX, a mineradora de Eike Batista (+8,02%).

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A Petrobras também acabou acompanhando o desempenho do mercado e subiu, ainda com a expectativa para seu balanço, amanhã à noite, e favorecida pela notícia de descoberta de petróleo. As ordinárias da Petrobras subiram 3,20% e as preferenciais, 2,46%. A estatal comunicou que comprovou a ocorrência de petróleo em um novo poço no pré-sal da Bacia de Santos.

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Nos EUA, o Dow Jones subiu 0,18%, aos 15.498,32 pontos, S&P teve variação de +0,39%, aos 1.697,48 pontos, e o Nasdaq avançou 0,41%, aos 3.669,12 pontos.

Câmbio – O dólar fechou em forte queda de mais de 1% nesta quinta-feira ante o real, após o Banco Central atuar nos mercados quando a divisa norte-americana já operava em queda, devido ao maior apetite de investidores por risco – preferindo ativos como ações – diante da recuperação da balança comercial chinesa no mês passado. O dólar recuou 1,17%, para 2,2869 reais na venda, mas chegou a bater 2,2745 reais na mínima do dia.

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Para especialistas, a autoridade monetária não quer a moeda norte-americana acima de 2,30 reais para não pressionar ainda mais a inflação. “O BC mostrou para o mercado que não quer o dólar nesse patamar de 2,30 reais”, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. “O que ele não quer é que o dólar prejudique o combate a inflação”.

Da oferta de até 20 000 contratos, foram vendidos 12 700 papeis com vencimento em 1º de novembro de 2013 e 2 de dezembro de 2013. O BC fez o anúncio do leilão quando a moeda registrava queda de mais de 1%, guiada pela tendência nos mercados internacionais, pegando de surpresa os investidores e aproveitando para ampliar o movimento de desvalorização depois de o dólar encerrar a véspera acima de 2,31 reais, pela primeira vez em mais de quatro anos.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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