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Bovespa segue mercado externo e recua 1,07%

Por Claudia Violante

São Paulo – A euforia deu lugar à cautela e a Bovespa, assim, trabalhou o dia todo em baixa, acompanhando as bolsas internacionais. Os investidores pisaram no freio à espera do resultado do encontro de cúpula da União Europeia, amanhã. Indicadores ruins nos EUA e balanços fracos também serviram de mote para vendas de ativos de risco. Petrobras, aqui, subiu e ajudou a conter a realização de lucros desencadeada após o Ibovespa subir mais de 5% em apenas duas sessões.

A Bolsa doméstica terminou o dia com perda de 1,07%, aos 56.285,99 pontos. Na mínima, o Ibovespa registrou 55.770 pontos (-1,97%) e, na máxima, 56.885 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 7,57% e, no ano, recua 18,78%.

Os investidores ficaram apreensivos com o encontro de cúpula dos chefes de Estado depois que foi adiada a reunião de ministros de Finanças (Ecodfin) que a antecederia. O adiamento foi decidido para que os ministros trabalhem no plano que deve ser adotado pela cúpula. “O objetivo é adotar todos os elementos necessários e detalhes referentes ao pacote, o mais rapidamente possível”, disse a Polônia em comunicado. O páis ocupa a presidência rotativa por seis meses da União Europeia.

Além da expectativa com o que virá amanhã, também influenciou negativamente as ações a queda do lucro da 3M e indicadores fracos, como o que mostrou a queda da confiança do consumidor norte-americano para 39,8 em outubro, de 46,4 em setembro, segundo o Conference Board.

O Dow Jones recuou 1,74%, aos 11.706,62 pontos, o S&P perdeu 2%, aos 1.229,05 pontos, e o Nasdaq fechou com retração de 2,26%, aos 2.638,42 pontos. As bolsas europeias também recuaram.

No Brasil, as ações da Petrobras subiram e deram um pequeno respiro ao Ibovespa. Petrobras ON, +0,88%, PN, +0,76%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro subiu 2,08%, aos US$ 93,17 o barril. Vale, que divulga balanço trimestral amanhã, recuou. A ação ON perdeu 1,23% e a PNA, -0,95%.