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Bovespa rompe novo suporte e já cai 12,59% no mês

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – A Bovespa rompeu um novo suporte de resistência e encerrou a quinta-feira na mínima, com queda de 3,31% aos 54.038,20 pontos – o menor nível desde 20 de outubro de 2011 (54.009,98 pontos). Bem próximo do fechamento, a notícia de que a agência de classificação de risco está preparando um amplo rebaixamento de bancos da Espanha, que pode ser anunciado ainda nesta noite, levou o Ibovespa a renovar as mínimas.

Na máxima do pregão, a Bolsa paulista atingiu 56.296 pontos (+0,73%). Na semana, a queda foi ampliada para 9,10% e no mês de maio, para 12,59%. No ano, a Bolsa já acumula perda de 4,79%.

A Bolsa até engatou um movimento de alta na abertura e chegou a flertar com os 56 mil pontos, mas o namoro não durou muito e o índice voltou para o campo negativo. A Grécia continuou impondo cautela e também cresceram os temores de que os bancos na Europa sofram uma onda de saques. Como se não bastasse, dados ruins dos EUA acabaram azedando ainda mais o humor dos investidores. O resultado foi o mercado acionário caindo por todo o globo.

Internamente, a Petrobras voltou para o papel de vilã e caiu cerca de 4%, enquanto Vale cedeu mais de 3%. Como as duas empresas têm peso relevante no Ibovespa, elas contribuíram para a queda do índice.

Pela manhã, durante teleconferência com analistas estrangeiros, o diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, defendeu a manutenção dos atuais preços dos combustíveis cobrados no Brasil. O papel ON caiu 3,90% e o PN registrou declínio de 4,46%. Já Vale terminou com recuo de 3,42% a ação ON e -3,66% a PNA.

Das 68 ações que compõem o Ibovespa, somente CCR e MRV fecharam em alta e, por consequência, foram destaques do índice. O papel da CCR encerrou com ganho de 2,09%. Segundo operadores, além do resultado do primeiro trimestre ter vindo forte, o papel é considerado defensivo. A companhia voltada ao segmento de concessões de infraestrutura encerrou março com lucro líquido de R$ 288,6 milhões, expansão de 64,7% ante o primeiro trimestre de 2011. Já a MRV subiu 1,66%.

Em Nova York, o Dow Jones encerrou com perda de 1,24%, o S&P 500 caiu 1,51% e o Nasdaq recuou 2,10%.