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Bovespa resiste ao ambiente de instabilidade política e termina em alta

Alívio na cena externa, que contou com a colaboração de feriado na China, ajudou Ibovespa a fechar no azul nesta quinta-feira; foi o segundo pregão seguido de alta

Por Da Redação - 3 set 2015, 17h26

A Bovespa fechou com o seu principal índice em alta pelo segundo pregão consecutivo nesta quinta-feira. O mercado doméstico resistiu ao enfraquecimento em Wall Street, com a parte da tarde afetada por ruídos envolvendo a permanência no cargo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O Ibovespa subiu 1,94%, a 47.365 pontos. O giro financeiro totalizava 7,7 bilhões de reais.

O alívio na cena externa nesta sessão, que contou com a ajuda do feriado na China, ajudou a bolsa brasileira a fechar no azul, apesar das perspectivas deterioradas para a economia e o quadro político instável no Brasil.

O cancelamento de viagem do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para a Turquia, onde participaria de reunião do G20, adicionou volatilidade aos negócios no início da tarde, levando o Ibovespa à mínima do dia, com queda de 0,4%.

Operadores afirmaram que houve algum “estresse” com a notícia do cancelamento da viagem, seguida de uma melhora de percepção após notícias sobre reunião de Levy com a presidente Dilma Rousseff e os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Os rumores que se seguiram foram que o titular da Fazenda voltará a dar as cartas na economia.

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De acordo esses profissionais, também ajudou na retomada do fôlego a confirmação da presença de Levy em eventos em Paris e Madri no início da próxima semana. Depois do fechamento dos mercados, o ministro da secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, disse que as diretrizes econômicas do governo são dadas por Levy e que o titular da Fazenda permanece no cargo.

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(Com agência Reuters)

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