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BOVESPA-Índice segue pessimismo externo e opera em baixa

SÃO PAULO, 24 Jan (Reuters) – A bolsa brasileira operava em baixa nesta terça-feira, seguindo o pessimismo externo com a notícia de que ministros das Finanças da zona do euro mandaram de volta para mais negociações a oferta de reestruturação de dívida apresentada pelos credores da Grécia.

Às 12h38, o Ibovespa tinha queda de 0,85 por cento, a 61.855 pontos. O giro financeiro era de 1,41 bilhão de reais.

Nos mercados externos, o índice europeu FTSEurofirstperdia 0,94 por cento, enquanto o norte-americano Dow Jones caía 0,64 por cento.

“Os mercados reagem às discussões na Europa sobre a renegociação da divida Grega, apesar de indicadores econômicos divulgados, na zona do euro, acima das expectativas de mercado”, afirmou a equipe de pesquisas da Planner Corretora, em relatório.

O analista Eduardo Dias, da Omar Camargo Corretora, afirmou que também há uma realização de lucros influenciando a bolsa. “Ela já tinha subido bastante e está realizando. Mas também não é uma queda muito forte, é uma realização normal”, disse.

A Bovespa registrou alta nos seis últimos pregões.

Nesta sessão, entre as ações do índice, Petrobras se mantinha em campo positivo, após ter registrado ganhos de mais de 3 por cento na véspera, com o anúncio de que Maria das Graças Foster, atual diretora de Gás e Energia, foi indicada para assumir a presidência no lugar de José Sérgio Gabrielli.

A preferencial da estatal, a mais negociada da bolsa, subia 0,48 por cento, a 25,25 reais, enquanto a ordinária tinha ganho de 0,40 por cento, a 27,41 reais.

A preferencial da Vale, segunda mais líquida do dia, tinha perda de 0,41 por cento, a 40,88 reais.

Bancos e construtoras eram destaque de baixa.

Itaú Unibanco tinha perda de 1,73 por cento, a 35,77 reais, e Banco do Brasil recuava 1,38 por cento, para 25,74 reais.

MRV Engenharua recuava 3,03 por cento, a 13,44 reais, apesar de os dados operacionais preliminares divulgados na véspera terem sido bem avaliados por analistas.

A MRV encerrou 2011 com vendas contratadas de 4,32 bilhões de reais, crescimento de 15 por cento ante 2010 e ligeiramente acima do piso da estimativa anual que havia traçado.(Por Roberta Vilas Boas; Edição de Cesar Bianconi)