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BOVESPA-Índice opera sem tendência por PIB dos EUA e Grécia

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) – A bolsa brasileira operava sem uma tendência definida na manhã desta sexta-feira, impactada negativamente pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, mas com os investidores ainda otimistas por um desfecho nas negociações para rolagem da dívida da Grécia.

Às 12h22, o Ibovespa operava em leve baixa de 0,05 por cento, a 62.619 pontos, após oito pregões consecutivos de alta. O giro financeiro era de 1 bilhão de reais.

“Apesar da apreensão do mercado em torno da rolagem da dívida grega, os mercados adotaram uma postura mais otimista na manhã desta sexta-feira após os comentários do comissário de assuntos econômicos e monetários da União Europeia, Olli Rehn”, informou a H.Commcor, em relatório.

O comissário afirmou que um acordo sobre a redução da dívida da Grécia com o setor privado é iminente e deve ser concluído até o fim de janeiro, no máximo.

Porém, a instituição lembrou que nos EUA, a cautela é maior devido à divulgação da primeira estimativa do PIB do quarto trimestre de 2011.

O resultado ficou abaixo do esperado, com a economia norte-americana registrando uma expansão de 2,8 por cento, ante expectativa de 3 por cento.

Com isso, os índices futuros em Nova York operavam em queda. O Dow Jones para março caía 0,43 por cento, enquanto o S&P 500 também para março recuava 0,47 por cento.

No mercado brasileiro, as ações da OGX e a preferencial da Petrobras exerciam as principais influencias negativas no índice. O primeiro papel recuava 0,75 por cento, a 15,88 reais, enquanto o segundo perdia 0,68 por cento, a 24,75 reais.

Também em baixa estavam Itaú Unibanco, com recuo de 0,77 por cento, e Itaúsa, com perdas de 0,76 por cento.

O Goldman Sachs reduziu sua recomendação para esses papéis, de “compra” para “neutra”, ao mesmo tempo que elevou Banco do Brasil para “compra”, que porém, registrava leve alta de 0,79 por cento neste pregão.

Já a preferencial da Vale, de maior participação no Ibovespa, subia 0,12 por cento, a 41,28 reais, assim como BM&FBovespa, com alta de 0,84 por cento, a 10,78 reais.(Por Roberta Vilas Boas; Edição de Carolina Marcondes)