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Bovespa fica à deriva à tarde e sobe 0,56%

Por Cláudia Violante, Silvana Rocha e Márcio Rodrigues

São Paulo – Refém da falta de volume, por causa da ausência dos investidores norte-americanos, a Bovespa teve um pregão de volatilidade. A despeito desse movimento, o Ibovespa trabalhou majoritariamente em queda pela manhã e passou a subir no período vespertino. Após o fechamento das bolsas europeias – que acabaram servindo de referência hoje -, o pregão ficou apático. Isso não impediu, entretanto, que a Bolsa doméstica tivesse sua primeira alta após cinco sessões no vermelho.

O Ibovespa terminou a quinta-feira com ganho de 0,56%, aos 55.279,88 pontos. Na mínima, registrou 54.537 pontos (-0,79%) e, na máxima, os 55.519 pontos (+1%). No mês, acumula perda de 5,24% e, no ano, de 20,24%. O giro financeiro somou R$ 2,939 bilhões, o menor desde 4 de julho, quando, por causa de outro feriado nos EUA, havia atingido R$ 2,721 bilhões. Os dados são preliminares.

A Bolsa doméstica trabalhou colada à Europa em parte da sessão, mas, após o fechamento lá, no início da tarde, os papéis ficaram sem referência. Pela manhã, o índice alemão foi melhor do que o esperado fez com que as ações subissem, mas o rebaixamento da nota de Portugal pela Fitch e as declarações de Angela Merkel carregaram as ações para o vermelho.

A chanceler alemã voltou a se posicionar contra a criação dos eurobônus, logo após encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti. O índice DAX 30, Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 0,54%, em Lisboa, o índice PSI 20 declinou 0,85%, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, encerrou virtualmente inalterado (-0,01%), e o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, cedeu 0,24%.

No Brasil, as blue chips terminaram em alta. Petrobras ON, +0,51%, PN, +0,46%, Vale ON, +0,12%, mas Vale PNA ficou estável.

CÂMBIO – A moeda americana oscilou entre alta e queda na primeira parte dos negócios, porém, engatou o sinal positivo à tarde, quando atingiu a máxima de R$ 1,9030 (+2,15%) na meia hora final de operações no balcão. O dólar à vista fechou com ganho de 1,34%, a R$ 1,8880 no balcão, e de 2,09%, a R$ 1,8939 na BM&F. No mês, o dólar balcão acumula alta de 11,45% e, no ano, de 13,46% Até 16h41, o giro financeiro registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,150 bilhão (US$ 1,135 bilhão em D+2) – 42% menor que o anterior. No mercado futuro, às 16h43, o dólar dezembro de 2011 subia 1,31%, para R$ 1,8955, com um giro de US$ 11,252 bilhões – 50% inferior ao da véspera.

JUROS – Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (625.160 contratos) cedia a 10,858%, de 10,94% no ajuste. Nesse patamar, a taxa indica corte de 0,66 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, chancelando a maioria das apostas em um ajuste para além do moderado. O DI janeiro de 2013, com giro de 319.680 contratos, marcava 9,76%, de 9,90% na véspera, e precificava a Selic em um dígito no fim do próximo ano. O DI janeiro de 2014 (143.725 contratos) caía a 10,10%, de 10,20% ontem. O DI janeiro de 2017 (38.585 contratos) estava em 10,83%, de 10,86%, enquanto o DI janeiro de 2021 (9.670 contratos) apontava 10,95%, de 10,97% no ajuste.