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Bovespa fecha no azul após ‘segunda-feira negra’

Medidas anunciadas pelo governo chinês ajudaram a aliviar o clima de tensão nos mercados

Por Da Redação - 25 ago 2015, 17h39

A bolsa de valores de São Paulo fechou a terça-feira no azul, após o anúncio de medidas de estímulo econômico pela China, mas com o Ibovespa longe das máximas do dia. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,71%, a 44.649 pontos, um dia após bater a mínima em mais de seis anos. Na máxima da sessão, chegou a subir 2,82%. O giro financeiro totalizava 5,9 bilhões de reais.

Na segunda-feira, que ficou conhecida como a ‘segunda-feira negra’, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou à mínima em mais de seis anos, acompanhando um forte movimento global de aversão a risco gerado por preocupações com a economia chinesa.

A reação no ambiente financeiro global nesta sessão, que reverberou na Bovespa, encontrou suporte no corte de juros e das taxas de compulsório pela segunda vez em dois meses pelo banco central chinês.

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Na parte da tarde, contudo, Wall Street perdeu força, com os principais índices acionários passando ao terreno negativo próximo do fechamento, conforme temores sobre a China voltaram a pressionar os negócios. O S&P 500 fechou em queda de 1,35%.

Em nota a clientes, o Bank of America Merrill Lynch avaliou que pode ser necessário muito além das medidas anunciadas pelo BC chinês para segurar os mercados chineses e recomendou a venda em qualquer momento de recuperação.

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Ao mesmo tempo, o quadro político local segue instável, com a saída do vice-presidente Michel Temer do comando da articulação política do governo adicionando dúvidas sobre a qualidade da relação desgastada entre Executivo e Legislativo.

(Com Reuters)

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