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Bovespa ensaia recuperação, mas monitora EUA

Por Olívia Bulla

São Paulo – A melhora do humor nos mercados internacionais deve favorecer a Bovespa em retomar os 57 mil pontos hoje, mas a extensa agenda econômica nos EUA no dia reserva uma dose extra de volatilidade nos negócios. Por enquanto, o noticiário vindo da China e da Europa estimula uma recomposição das perdas recentes, o que pode acirrar o jogo entre “comprados” e “vendidos” às vésperas do vencimento de opções sobre ações. Às 11h04, o Ibovespa subia 0,64%, aos 57.008,74 pontos.

Apesar do receio dos investidores com a crise europeia e com os sinais de desaceleração econômica chinesa, os dados de atividade na zona do euro e na China anunciados hoje melhoraram e são considerados como um sinal de estabilidade da deterioração econômica global.

Além disso, a Espanha vendeu hoje um total de 6,028 bilhões de euros em bônus com três vencimentos diferentes, o que representa um valor bem acima da faixa pretendida – que ia de 2,5 bilhões de euros a 3,5 bilhões de euros.

Essa recomposição nos preços dos ativos de risco pode ajudar o Ibovespa a estancar os espaços que foram abertos para maiores realizações, após ter perdido um importante suporte gráfico ontem.

Mas o dia nos EUA ainda será longo, em termos econômicos, o que deve aguçar o vaivém dos mercados, oscilando ao sabor dos dados norte-americanos. Às 11h30, serão conhecidos o índice de preços ao produtor (PPI) e seu núcleo em novembro, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada. No mesmo horário, saem ainda o saldo em conta corrente no terceiro trimestre e o índice de atividade industrial regional Empire State em dezembro. Às 12 horas, é a vez do fluxo líquido de capitais de/para os EUA em outubro e, às 12h15, o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) publica os números da produção industrial em novembro. Por fim, às 13 horas, o Fed de Filadélfia anuncia o desempenho regional da indústria neste mês.