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Bovespa ensaia recuperação, em meio a dados dos EUA

Por Da Redação 30 abr 2012, 10h55

Por Renata Pedini

São Paulo – No último dia do mês, a Bovespa deve estar disposta a engatar uma recuperação, na

véspera das comemorações pelo Dia do Trabalho, depois de caminhar descolada dos mercados

internacionais na semana passada. Mas o feriado de amanhã, no Brasil e em outras praças financeiras

no exterior, deve reduzir a liquidez dos negócios e inibir qualquer tentativa de melhora mais

consistente. A agenda econômica dos Estados Unidos é relevante já a partir desta segunda-feira e

pode ajudar a definir uma direção para o dia.

“Hoje a Bolsa deve acompanhar os índices acionários internacionais, que na véspera do feriado do Dia

do Trabalho, terá um dia de liquidez reduzida em meio a uma semana mais curta com diversos

destaques no mercado internacional”, afirma o analista Eduardo Oliveira, da Um Investimentos, em

relatório. “Os indicadores dos EUA devem dar o tom do dia”, acrescenta um operador de uma

corretora paulista.

O feriado, amanhã, deixa fechadas as praças financeiras em países europeus como Alemanha,

França, Itália, Espanha e Portugal. Já no Reino Unido e em Nova York, os negócios funcionam

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normalmente.

E a agenda econômica é forte nos EUA ao longo desta semana. Nesta segunda-feira, já foi anunciado

que a renda pessoal cresceu mais que o previsto, em +0,4% em março ante projeção de +0,2%,

enquanto os gastos pessoais subiram abaixo do esperado, em +0,3% no mesmo mês, de uma

previsão de alta de 0,4%. Já o índice de preços PCE registrou alta de 0,2% em março ante fevereiro. A

atividade do Meio-Oeste norte-americano, por sua vez, ficou estável em março.

Ainda por lá, o Instituto para a Gestão de Oferta (ISM) anuncia o índice de

atividade industrial regional (gerentes de compras) em abril.

Na Europa, os principais índices de ações recuam. Mais cedo, a Espanha informou que entrou, oficialmente, em recessão técnica no primeiro trimestre deste ano. O PIB do país caiu 0,3% no período, na comparação com o quarto trimestre de 2011. Nos três meses finais do ano passado, o PIB espanhol já havia caído 0,3%, na mesma base de comparação.

Além disso, na esteira do rebaixamento do rating soberano do país, na semana passada, a Standard &

Poor’s tomou medidas negativas sobre a nota de risco de crédito ou a perspectiva do rating de 16

bancos espanhóis, entre eles Santander e BBVA.

Esse noticiário negativo vindo, sobretudo, da Europa deve penalizar a performance da Bolsa ao final

deste mês, contribuindo para que abril seja o segundo mês consecutivo de perdas e a primeira vez em

que a Bolsa registre valorização abaixo de dois dígitos no acumulado do ano.

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