Clique e assine com até 92% de desconto

Bovespa cai 2,4% e fecha no menor patamar desde outubro de 2011

Mercados reagem à ameaça de rebaixamento da nota de classificação de risco do Brasil. Dólar volta a subir

Por Da Redação 7 jun 2013, 18h09

O principal índice brasileiro de ações, o Ibovespa, caiu ao menor patamar desde outubro de 2011 nesta sexta-feira, após a agência Standard & Poor’s publicar um alerta sobre a saúde econômica do país. O Ibovespa teve desvalorização de 2,4%, fechando a 51.618 pontos, na contramão dos mercados globais. O giro financeiro do pregão foi de 7,4 bilhões de reais.

Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 3,5%, ampliando a perda no ano para 15,3%, também segundo dados preliminares de fechamento. “A bolsa já caiu tanto que pode ser que haja algum repique nos próximos pregões, mas é coisa de curto prazo, porque a tendência do mercado é de baixa”, disse o operador Douglas Ramos Pinto, da BGC Liquidez em São Paulo.

A Bovespa já iniciou o pregão desta sexta-feira caindo forte, após a S&P ter revisado na noite de quinta-feira a perspectiva para o rating soberano do Brasil de “estável” para “negativa”, citando o fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista do país. “Isso assusta um pouco”, disse o economista Gustavo Mendonça, da Saga Capital no Rio de Janeiro, citando que a notícia soma-se à crescente percepção de que o Brasil sofre com uma deterioração fiscal e da dinâmica de crescimento. “Das grandes economias, o Brasil é uma das que tem uma das situações mais delicadas do ponto de vista econômico”, avaliou.

As ações das estatais federais Eletrobras e Petrobras, que também tiveram a perspectiva de rating revisada para “negativa” pela S&P, fecharam o dia no vermelho, em queda de 5,26% e 3,19%, respectivamente. A construtora Gafisa liderou as perdas do Ibovespa, com recuou superior a 10%, no mesmo dia em que anunciou a venda do controle da Alphaville Urbanismo por 1,4 bilhão de reais.

O Ibovespa chegou a reduzir as perdas durante o pregão, ajudado pelo bom humor dos mercados externos, mas o movimento durou pouco. O aguardado relatório de emprego norte-americano mostrou que a maior economia do mundo está crescendo modestamente, mas não o suficiente para acelerar uma redução das medidas de estímulo do Federal Reserve, banco central norte-americano.

Continua após a publicidade

Leia também:

FMI sugere que Brasil crie comitê para monitorar riscos

Câmbio – O dólar fechou esta sexta-feira em alta frente ao real, mas longe das máximas do dia, uma vez que operações pontuais e a melhora do cenário externo compensaram em parte a ameaça de rebaixamento do rating do Brasil. Pouco após o início dos negócios, o dólar chegou a ultrapassar o patamar de 2,15 reais, nível que colocou em alerta o mercado pela possibilidade de atuação do Banco Central, o que acabou não ocorrendo.

O dólar ganhou 0,48%, cotado a 2,1327 reais na venda. Na máxima da sessão, o dólar chegou a atingir 2,1541 reais e, na mínima, 2,1247 reais. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,45% ante o real.

(Com Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade