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Bovespa abre em queda de olho no exterior e em leilão

Por Fabrício de Castro

São Paulo – O mercado de ações vai observar com atenção hoje os desdobramentos das discussões, na Europa, para resgate da Grécia e os resultados, no Brasil, do leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). A disputa, que começou às 10 horas, envolve empresas negociadas em Bolsa, como CCR, Ecorodovias, Triunfo e OHL. Embora tenham pouco peso no mercado como um todo, estas companhias tendem a refletir, ao longo do dia, os resultados do leilão.

Às 11h08 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,26%, aos 65.021 pontos. Em Nova York, o S&P futuro tinha baixa de 0,28% e o Nasdaq futuro caía 0,25%. Na Europa, onde os índices à vista já operam, a Bolsa de Londres caía 0,18%, a Bolsa de Paris tinha baixa de 0,81% e a Bolsa de Frankfurt recuava 0,24%.

“A Bovespa deve abrir em queda, mas isso pode mudar ao longo do dia se houver fluxo”, afirmou o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, antes da abertura do índice á vista. Segundo ele, no entanto, o mercado também “está pedindo uma realização”, após os ganhos acumulados pelo Ibovespa nas primeiras semanas do ano – em 2012, já são 14,91% de alta.

Em contrapartida, a Europa segue como o principal foco de preocupações. O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, e os líderes dos partidos políticos locais vão retomar hoje as negociações sobre as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais em troca de mais ajuda financeira para o país. Após mais de cinco horas reunidos ontem, prosseguem as diferenças em várias questões para a reforma fiscal grega.

Ao mesmo tempo, o ministro da Economia da Alemanha, Philipp Roesler, é contrário à ideia de que os credores soberanos participem do pacote de ajuda à Grécia, de acordo com um artigo publicado no jornal Tagesspiegel. “Os credores soberanos já estão fazendo uma enorme contribuição para resolver a crise”, disse Roesler.

Enquanto nada de definitivo surge da Europa, o Brasil segue em seus esforços de preparação para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. “O leilão pode influenciar pontualmente as ações das empresas envolvidas, mas não vai mudar o Ibovespa”, acrescenta Galdi. A previsão é de que a disputa dure cerca de cinco horas.