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Bovespa abre em alta e deve acompanhar exterior

Por Da Redação - 17 jul 2012, 10h16

Por Olivia Bulla

São Paulo – A espera pelo pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, também deve ditar o ritmo do pregão desta terça-feira da Bovespa. Mas enquanto alimentam esperanças de que possam surgir novos indícios para a adoção de estímulos adicionais à economia norte-americana em breve, os investidores digerem dados de inflação e de atividade nos EUA. Apesar de os negócios locais estarem com o radar totalmente voltado ao exterior, a fragilidade ainda ronda a renda variável brasileira. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,60%, aos 53.723,99 pontos.

“Hoje os mercados estão esperando Bernanke”, resume o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele se refere ao depoimento semestral sobre as condições da economia e a política monetária que será feito pelo presidente do Banco Central norte-americano (Fed), a partir das 11 horas, no Comitê de Bancos do Senado dos EUA. “Antes, porém, serão conhecidos dados importantes sobre a economia norte-americana”, lembra.

O primeiro indicador do dia foi anunciado instantes atrás e veio em linha com o esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em junho ante maio, ante previsão de +0,1%, enquanto o núcleo do indicador subiu 0,2%, no mesmo período, conforme o previsto. Logo mais, às 10h15, sai a produção industrial nos EUA em junho, juntamente com a taxa de utilização da capacidade instalada.

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“Um dia de agenda cheia nos EUA”, lembra, em relatório, o economista e sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira. No horário acima, o futuro do S&P 500 subia 0,38%, digerindo, ainda, o balanço financeiro melhor que o projetado do Goldman Sachs no segundo trimestre deste ano. O lucro líquido do banco caiu 11% no período, para US$ 962 milhões, com ganhos por ação de US$ 1,78.

Bandeira pondera, porém, que esses indicadores econômicos têm pouca capacidade em mudar a história dos mercados financeiros. “O cenário de fundo ainda é a crise econômica da Europa afetando indiscriminadamente outros países”, avalia.

Até por isso, os investidores seguem esperançosos de que Bernanke poderá dar, hoje, alguma sinalização clara de nova injeção de liquidez no curto prazo. Boa parte do mercado financeiro já vê como desanimadora o suficiente a recente rodada de dados econômicos ruins, como o relatório do mercado de trabalho (payroll) e as vendas no varejo, que poderia incitar medidas adicionais de afrouxo monetário pelo Fed.

Mas ainda não há consenso de que isso possa ocorrer, e muitos analistas acreditam que o colegiado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) vai esperar a próxima reunião, que termina em 1º de agosto, para voltar a agir. A conferir.

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Em tempo: os investidores se debruçam hoje nos primeiros números da safra de balanços do segundo trimestre, que deve ser marcada por um “choque de realidade” já que o frágil crescimento econômico global no período deve ter afetado o desempenho das empresas. A Localiza, que abriu ontem simbolicamente a temporada, anunciou queda de 85,5% no lucro líquido, para R$ 10,7 milhões, em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

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